Poema do Natal

Em Dezembro, o embalamos na manjedoura/

ao som de suaves sinos,/

canções tristes de ninar./

Entre compras e presentes/

nos trocamos,/

recebendo e dando./

Num alegre mafuá./

Dobramos o ano ao cantar da festa/

e ao brilho da Luz./

Três meses depois,/

O condenamos!

Dando-Lhe maioridade,/

retirando-O da manjedoura/

e O pendurando na Cruz!

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Anchieta Rolim 4 de novembro de 2014 18:09

    Escreveu e disse, mestre! Hipocrisia natalina.

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