Poema do silêncio!

Estrangular o silêncio/

Para fazer da voz o estrangulamento do ouvido/

Faz sentido?

Ou como disse Eulício, no Rio da Noite Verde: “Talassa, quem estrangulou a voz do vento?”

São sons sem eco/ de crédito zero/

Nos lados todos.

Calar, hoje, poupa ouvidos e paciência./

Pois quem fala, nega a voz./

Somos cúmplices do silêncio/

E culpados do barulho./

Resumo: somos bagulho!

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze + 13 =

ao topo