Poesia Feminina no RN

“Este meu fado não é fado / é um dado/ ou um dardo? / Para que jogado? Para quem lançado? “ Myriam Coeli

Caro Márcio,

Gostei muito do artigo, mesmo discordando da retirada de Auta de Souza do pedestal a que ela foi erguida pelas gerações. Sua poesia cabe sim em qualquer antologia brasileira da fase simbolista/ lacrimosa/religiosa da época.

Concordo com você que os gregos tinham horror ao vácuo e que nesse vácuo muita coisa pode ser colocada e vem sendo enfiado goela abaixo.

A história dessa literatura precisa ser recontada e fico muito feliz que você tenha destacado a grande tríade da Érato Potyguar moderna: Anchella (foto)), Carmen e Iracema.

Igualmente importante é o destaque à professora e poeta Jacirema da Cunha Tahim. Pesquisadora séria e boa escritora.

O saudade infinda, a dor de viver e o lacrimário que inunda a poesia feminina do RN não é um questão de gênero e também fecundou a poésis masculina.

Um bom artigo de partida que merece uma reflexão de todos nós leitores e amantes dessa poesia.

Parabéns

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