Poesia nua

nua
(Tela de Raphael).

Quem viu nua a minha poesia?
– Tu, somente tu tocastes com as pontas dos dedos
O sentido de cada palavra,
A menor gota de silêncio de cada verso.

Quem viu a festa em meu olhar
Quando a chuva caiu
Surpreendente e sorrateira?
– Tu somente, tu.

Quem viu que o meu verso não mente?
Diz somente e tão-somente
O que a alma sente?
– Tu, somente tu e mais ninguém.

Quem bebeu comigo em graciosas taças
O vinho transparente de cada palavra presente
Na poesia que vomitei?
– Tu, somente tu.

Mão que segura a minha;
Olhar que vê o meu contente;
Tu que ris comigo e silencias
Quando choro.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 16 de fevereiro de 2012 20:50

    Boa noite, queridos Da Mata, Anchieta Rolim e Jairo Lima.

    Quem viu que o meu verso não mente?
    Diz somente e tão-somente
    O que a alma sente?

    Beijos, queridos.

    Obrigada.

  2. Jairo Lima 16 de fevereiro de 2012 17:06

    Belo e sensível.

  3. Anchieta Rolim 16 de fevereiro de 2012 12:45

    Ednar, que beleza de poesia…Parabéns!

  4. João da Mata 16 de fevereiro de 2012 11:11

    Coração tonto. A maior tragédia foi amar tanto. E como tão perto era o ó diuuuuuuuu. oh deus.

    The human heart is a strange vessel. Love and hatred can exist side by side. – Scott Westerfeld

    There are two tragedies in life. One is not to get your heart’s desire. The other is to get it. – George Bernard Shaw

    Atrás da tristeza do meu coração há suspiros e rumores, mas eu não posso compreendê-los. Abgar Renault

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