Por tudo, enfim.

mãos

Obrigada Senhor,
Pelo perfume,
Pelas flores,
Pelos beija-flores,
Pelas cores,
Pelo azul do mar,
Pelas estrelas,
Que no infinito há.
Obrigada.
Obrigada natureza
Madre minha,
Pelas uvas,
Pelo vinho,
Pela noite,
Pelo ninho,
Pelo canto,
Pela voz,
Pela mão,
Que, com a minha,
Segue,
Pelo riso,
Por meus olhos,
Pela dor,
Pelos poemas,
Obrigada.
Pela Primavera,
Pelo Outono,
Pelo Inverno,
Pelo Verão,
Pelo Sol,
Por tudo
Que é verde,
Pela vida,
Pelas águas,
Pelas aves do céu,
Em seus ninhos,
Obrigada.
Pelo amor,
Pelo carinho,
Pelas pedras
Do meu caminho,
Pelo meu teto,
Pelos filhos
Pelos netos,
Pelo meu lençol quentinho,
Pelo que agradeço,
Pelo que esqueço,
Pelo que finjo esquecer,
Obrigada.
Pelo silêncio,
Por esta noite calma,
Pelo dia que amanhece,
Pelo Sol que me aquece,
Enfim, por tudo,
Obrigada.

(Ednar Andrade).

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 28 de setembro de 2011 16:56

    Hahaha!!! Quadro famoso aquele que Danclads pintou, hein? Quase foi trucidado por mim, mas, tudo bem.

    Uma homenagem que ele fez a mim, há três anos e só agora cometeu o delito de postar. Tudo bem, eu já o perdoei…. Rsrs…

    Mas, qual dos quadros de Flávio despertou a minha lembrança – humilde deusa de Danclads? Hahahaha

    Então, agradeço aos meninos: tu, Lívio e Jarbas pela lembrança. Isso quer dizer que pego carona nos vossos corações. E estamos sim juntos, mesmo que fisicamente ausentes.

    Sem vaidade, sem vaidade.

    Da Mata, contagem regressiva: logo será o luau de outubro.

    Vamos combinar…

    Beijos.

    Quase noite, uma suave noite para ti querido.

  2. João da Mata 28 de setembro de 2011 15:27

    Obrigado querida, pelo carinho
    Quisera merecer tanto, Ontem:
    vendo mais uma vez a exposição do Flávio,
    Estava na agradável companhia de Livio e Jarbas.
    Eles viram um quadro e lembraram de voce.
    Daquele quadro que Dan pintou seu.
    Veja como estamos presentes no dia a dia um do outro. bjs.

  3. Ednar Andrade 28 de setembro de 2011 15:07

    Da Mata, querido. Da minha alegria, faço, a ti, doação. Do anil, que é meu, também. Quanto ao lilás de Anne, ela também te dá.

    “A placidez do Tácito” é indubitável.
    “A inteligência da Carmem
    O silencio das noites
    Os beijos que nunca recebi.
    O mar talássico dos poetas da minha terra
    A infância que nunca tive
    A crença das crianças
    As luzes dos vagalumes
    A alcova que jamais sonhei
    O toque dos sinos de todos os círios e Belenses”.

    Tudo de bom mereces ter.

    Amém.

    Rsrs…

    Beijos.

  4. Ednar Andrade 28 de setembro de 2011 15:02

    Anne, tudo isso? Sou tão pequena ainda, tentando crescer.

    Beijos, menina Lilás.

  5. Ednar Andrade 28 de setembro de 2011 15:00

    José Saddock,

    Oro por nós.

    Obrigada, abraços.

  6. João da Mata 28 de setembro de 2011 9:50

    Daí-me senhor:

    A Melancolia dos claustros e conventos

    A sabedoria do Lama

    A alegria de Ednar

    A cor anil de Aninha

    A placidez do Tácito

    A inteligência da Carmem

    O silencio das noites

    Os beijos que nunca recebi.

    O mar talássico dos poetas da minha terra

    A infância que nunca tive

    A crença das crianças

    As luzes dos vagalumes

    A alcova que jamais sonhei

    O toque dos sinos de todos os círios e Belenses

    Amem.

    ( damata)

  7. Anne Guimarães 28 de setembro de 2011 0:03

    Essa sensibilidade rara só pode vir de Anil mesmo…
    Mui Belo…
    Etéreo… como o olhar dela no mundo.
    Tudo que respira amor…
    Beijos poeta, tom da minha paz.
    🙂

    “Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão.”
    Jean de La Bruyère

  8. José Saddock de Albuquerque 27 de setembro de 2011 15:44

    Ednar, sua poesia é uma belíssima oração… Parabéns!!!!

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