Porque:…

vinho

… Porque contigo sinto-me calma,
Do que a pluma bem mais leve.
Suave, mais que a leve brisa;
Mais fresca que a do mar.
… Porque contigo, viro criança.

Amada, docemente amada.
Eterna, nunca cansada.
… Mas, não é só isso:
Contigo deixo de ser mulher.
Não ligo se me viro em pedaços…

Morreria neste abraço,
Na nossa harmonia,
No esmago de um beijo sem “fim”,
… Só contigo sou verdadeira.
Duas horas contigo:

Valem uma vida inteira.
… Contigo, porque, contigo…
Foi que aprendi a amar
Sem sofrer,
Ganhar e perder,

Perder para ganhar…
Renunciar para viver.
Sorrir, que é melhor que chorar.
… Contigo eu nem sequer ligo, se sou,
Como dizes: doida…

… Porque, o que me deixa doida,
É me misturar ao teu corpo morno
E me perder nos teus perigos.
Beber prazer… Contigo…
Até ouvir um trem no ouvido.

(Ednar Andrade).
(04.05.1984).

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 28 de setembro de 2011 15:21

    Rolim, aprendi a amar
    Sem sofrer,
    Ganhar e perder.

    Talvez, por isso, como dizes: suave e leve.

    Obrigada querido pelo comentário.

  2. Anchieta Rolim 9 de setembro de 2011 0:34

    Belo poema Ednar, calmo, suave e leve como plumas. Parabéns!

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