Pra não dizer que não falei…

Para aqueles que não perceberam (ou não quiseram perceber) o lado propositivo e construtivo de meus questionamentos acerca da literatura produzida no RN e sua crítica, quero afirmar que, dentre os poucos, pouquíssimos críticos de escol existentes no Estado, tenho afeição pessoal e intelectual principalmente por um deles (apesar de respeitar e admirar uns outros, evidentemente).

Deixo claro aqui que, como trabalho sistemático, consistente e sério (que se situa hoje tanto na divulgação, como na crítica, como na criação literária) aquele que mais aprecioespecificamente na condição de críticoé o desempenhado por Nelson Patriota.

Segue, para provar o que digo, o pequeno texto (publicado noutro instante e lugar) a que intitulei “Nelson Patriota: uma vida em torno da palavra”:

“Acabei de ouvir o programa “Autores e Livros” da Rádio Senado (em Natal, sintoniza-se em 106,9 MHz). O entrevistado foi o nosso Nelson Patriota. Escritor, crítico literário, tradutor, revisor, desenvolve suas atividades intelectuais com seriedade, honestidade e com olho e mão extremamente meticulosos. Nelson Patriota é um dos poucos intelectuais do RN em quem confio cegamente. Talvez, o único realmente profissional, em todos os sentidos. Tudo que produz tem a marca da qualidade e do esmero. Desde a época d’O Galo (onde publiquei textos pela primeira vez), tenho um respeito elevado por Nelson. E, de uns tempos para cá, vemos que Nelson tem se dedicado à literatura de ficção, com recente estreia em torno do livro de contos “Colóquio com um Leitor Kafkiano”, o que demonstra mais uma vertente que segue com primor. No programa da Rádio Senado, Nelson anunciou que vem um romance seu por aí, o que é uma notícia deveras alvissareira.
Nelson é um cara que sempre vale a pena ser lido e ouvido!”

Numa outra característica de crítica, situo como um bom nome (em todos os sentidos) o de Manoel Onofre Jr.

Há, também, alguns bons nomes na crítica literária universitária. Mas, Marcos Silva já falou melhor que eu sobre o assunto.

No campo da divulgação, especificamente, ninguém chega perto da obra resgatada por Abimael Silva e seu trabalho incansável à frente do Sebo Vermelho. Se Abimael não é o maior divulgador da cultura literária do RN, quem será?

No campo das entidades culturais, saliento a importância da UBE/RN (e o esforço de seu presidente, Eduardo Gosson) na busca de uma identidade nossa.

Relativamente às editoras, além do trabalho desenvolvido por Abimael, vejo como primoroso o trabalho de resgate produzido pela Editora da UFRN, tendo à frente Herculano Campos.

Também não dá para negar o trabalho já consolidado deste SP e de seu editor no campo do jornalismo cultural, às vezes pautando a própria imprensa escrita e outros veículos da internet. Só não pode virar monopólio…

Malgrado todas essas assertivas, as minhas questões continuam de pé…E como continuam!!!

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 19 de novembro de 2010 17:22

    Também endosso os bons nomes, caro Marcos. Você também está entre eles.
    Abraço.

  2. Marcos Silva 19 de novembro de 2010 15:03

    Caro amigo:

    Vc cita ótimos nomes, endosso todos. Quero lembrar a importância de Moacy Cirne, desde os anos 60, quando foi crítico no “Correio do Povo”, e seus escritos de combate vanguardista (Poesia Concreta e Poema Processo), mais um ótimo balanço sobre Mário de Andrade e a vasta obra dedicada aos quadrinhos, sem esquecermos dos ótimos Balaios. Recentemente, ele publicou um livro sobre deformações na edição de Câmara Cascudo que é de tirar o fôlego, tive o prazer de ser um dos prefaciadores do volume.
    Na UFRN tem muita gente boa, conheço mais Tarcísio Gurgel e Humberto Hermenegildo mas tenho certeza de que outras vozes se destacam – nas coletâneas sobre cinema que organizei com Bené, muitos compareceram com destaque. Não podemos esquecer do belo trabalho de Zila Mamede, mais conhecida como excepcional poetisa mas também responsável por exegeses no campo literário do maior peso.
    Abraços:

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