Pratodomundo que gosta de som alto

Visitei o bom e velho Beco da Lama neste sábado para participar do festival de gastronomia Pratodomundo, já em sua sexta edição. Eu, os habituês e os nunca vistos, afora em período de eleição: os políticos, claro.

Só pude provar um dos pratos dos oito bares concorrentes. Foi o lá do Bardallos: um arroz de leite com paçoca com feijão verde e batata frita. Muito gostoso. Também ouvi elogios de quem provou de outros, como o de Nazaré e do Whysknão.

A crítica é outra: depois das 14h30 nenhum dos bares em disputa tinha seus pratos à disposição do cliente. Um casal de amigos, mortos de fome e que nunca tinha ido lá disse que não voltava mais. Exagero à parte, a falha foi mesmo imperdoável.

A outra é uma sugestão que talvez seja particular. Várias mesas foram colocadas em frente ao palco montado para os shows e também em frente a muitos bares. Quem preferiu tomar sua cerveja por ali ficou perturbado com a passagem de som altíssima, impeditiva para qualquer conversa de mesa de bar.

No mais, de parabéns à Samba e aos apoiadores. A seleção de artistas e a organização do entorno ficou primeiríssima. E que venham os dois outros sábados da boa e simples gastronomia becodalamense.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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