Pretta Soul celebra 15 anos de carreira com álbum de estreia

O ano de 2021 marca os 30 anos de vida de Jéssica Mayara, conhecida artisticamente como a rapper Pretta Soul. Sua vida é dedicada a duas paixões, cantar rap e fazer tranças, trabalho que desenvolve desde os 14 anos.

O CD sempre foi um sonho que agora ela concretiza lançando-o no dia do seu aniversário em todas as plataformas digitais. “Poder Preto” é o seu primeiro trabalho solo, produzido com recursos da Lei Aldir Blanc Natal e vem com uma tiragem limitada de 200 cópias no formato físico.

O lançamento digital é realizado pelo selo DoSol, um dos mais ativos do Brasil.

Pretta gravou 10 composições autorais e reuniu um time de primeira. Participam do trabalho os músicos Jonathan Mysack (Guitarra), João Felipe Santiago (Baixo e Guitarra), Kleber Moreira (Percussão) e Laisla Cruz (Backing vocal). Os feats são por conta de Amém Ore em “Raízes”Tiquinha Rodrigues em “Nordeste” e Chico Bethoven em “Por Amor”.

A poética de Iyalê Oyá abre o disco em “Só Quero o Que é Meu” e a faixa título tem as participações da cantora Analuh Soares (backing) e do experiente DJ Alf nos scratchs. A última música vem com o sugestivo título “O Jogo Virou’’ mostrando que a rapper não tá de brincadeira porque na verdade nem tempo pra isso ela tem. Após o lançamento do CD, a artista inicia o processo de gravação de um novo clipe.

“Poder Preto”, de Pretta Soul:

Pretta Soul é uma artista necessária na música do RN. Além de incentivar a participação de outras jovens mulheres no hip-hop, fortalece em seu dia a dia a luta contra o preconceito de raça, gênero, classe e religião. “Nas minhas letras e rimas tudo é inspirado na minha sobrevivência. Falo de conquistas, de não desistir’’.

Em 2018, Pretta Soul foi homenageada na Câmara dos Vereadores de Natal com a comenda Zumbi dos Palmares por toda a sua trajetória artística em defesa das Mulheres Negras. Em 2019, recebeu o Prêmio Hangar de Música na categoria Linguagens Urbanas e na edição de 2020 foi a escolhida pelo júri da premiação na categoria Vozes Negras. Lançou no mesmo ano um filme que conta a sua presença e vivência no hip-hop.

“Poder Preto” vem com toda a força de uma preta, mãe e periférica que através do hip-hop encontrou uma nova expectativa de vida e de transformação: “O rap me fez a mulher preta que sou.’ Wagner Bagão, o Dubalizer, que já trabalhou com grandes nomes da música rap e reggae nacional assina a mixagem, masterização e alguns dos beats. A produção musical é do técnico de gravação João Felipe Santiago e a produção executiva de Marcelo Veni e Pretta Soul.

O CD Poder Preto é um projeto contemplado e realizado através da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc / Natal-RN – CHAMADA PÚBLICA DE EMERGÊNCIA CULTURAL – Nº 004/2020 – EIXO 4 – DA GESTÃO, DO FOMENTO E DO FINANCIAMENTO. Via Prefeitura do Natal e Governo Federal. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais!

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