Primeiras impressões do Flipipa

João Gilberto Noll: uma das melhores mesas do Flipipa

Maria,

Fiquei sem atualizar o SP durante o sábado porque não tinha internet no local onde fiquei hospedado em Pipa. Poderia ter ido a uma lan house mas não tive tempo, na verdade, faltou interesse. Chega uma hora que cansa ficar grudado no computador. Resolvi dar-me um dia longe do micro, coisa que não fazia há séculos.

Não leve a sério as brincadeiras de Clotilde. É uma eterna gozadora.

As descobertas ficarão para uma outra oportunidade, não fiz nenhuma. Minto, fiz uma que gostei muito, conheci o Jota Mombaça, que quando escreveu aqui pela primeira vez pensei que fosse um fake. Pois, o Mombaça é uma grande figura, adorei ter conversado com ele.

Fiquei satisfeito com o II Festival Literário da Pipa. Acho que as mesas esses anos foram melhores, renderam mais do que no ano passado. Meus destaques: as intervenções de Frederico Pernambucano de Mello, Mia Couto, João Gilberto Noll, Marçal Aquino e Tarcísio Gurgel. O evento se consolidou e se houver um mínimo de bom senso o próximo governo continuará apoiando.

Achei também que este ano deu mais gente na tenda literária. E não apenas nas mesas dos escritores mais famosos, como Mia Couto ou João Ubaldo, por exemplo. Nas desses dois ocorreu superlotação.

Mia Couto leu um texto muito bonito, de umas três laudas, durante sua participação. Comentei com uma amiga que assistiu a palestra dele ao meu lado que seria massa se pudéssemos publicá-lo no SP. Pois não é que ela levou um livro para ele autografar e fez o pedido. Ele ficou de enviar por e-mail. Tomara que dê certo!

Na minha opinião, foi um desperdício ter colocado Geraldo Carneiro para dividir a mesa com João Ubaldo. Geraldo merecia uma mesa só para ele.

Duas coisas que não dão certo nesse tipo de evento, colocar dois escritores juntos para falar e ter muita gente na mesa. Rende muito mais quando se tem apenas um escritor e o mediador.

Bem, além do Flipipa, teve o Flipout, movimentação cultural paralela da qual participei pouco, mas soube, através de relatos ouvidos na Bookshop, quartel general do evento, que foi muito legal. Participei pouco porque passei duas noites farreando, trocando a noite pelo dia, e o resultado é que passava o dia quase todo dormindo.

Bem, essas são minhas impressões. João da Mata enviará as deles nesse início de semana e junto com outras teremos uma visão mais detalhada, tanto do Flipipa quanto do Flipout. Se for o caso, retorno ao assunto. (TC)

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