Produtor Zé Dias ministra aula espetáculo sobre o RN na música brasileira

Comemorando 20 anos dedicados à canção popular do Brasil, o produtor musical e pesquisador José Dias Júnior, embarca na onda de contar um pouco da História da música brasileira e nela insere a presença do Rio Grande do Norte neste cenário, que teve participação expressiva na história.

A aula espetáculo A Música Brasileira e o RN será apresentada nesta sexta no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, anexo à Fundação José Augusto, às 20h30, com participações de Tânia Soares, Dodora Cardoso, Nara Costa, GMP Trio, Tertuliano Aires, Wallyson Santos e Banda. Ingresso: R$ 40 ou R$ 20 (meia.)

Dos primórdios do Século passado com a presença de Henrique de Brito no Bando de Tangáras, ao lado de Noel Rosa, Braguinha e Almirante, com seu violão magnifico, passando pela reverência do modernista Mario de Andrade ao Cocô e o Canto de Chico Antonio, a caminhada se inicia.

Celebramos a presença de Ademilde Fonseca como principal interprete do Choro, único ritmo importante, genuinamente brasileiro e que teve também em K-Ximbinho, como dois de seus maiores expoentes, fechando os maravilhosos anos 40 com a presença do Trio Irakitan na formação do canto vocal do Brasil.

Com a Chegada de Gonzaga de forma absoluta na Música Brasileira de 46 até seus últimos dias de vida, Elino Julião e Severino Ramos, emplacam canções populares, que até hoje permeiam os meios de comunicação do Brasil.

Da era de ouro do Radio, Glorinha Oliveira e Nubia Lafayette, emprestam seu canto a MPB e com as mudanças de Harmonia que João Gilberto e Tom, buscaram com a Bossa Nova, Hianto de Almeida e Raymundo Olavo foram reverenciados por ambos.

Sinalizamos com o Rock e a Jovem Guarda e Leno teve participação efetiva, e quando os caminhos da canção do Brasil rumaram para os Festivais, o Trio Maraya, ao lado de Vandré, cantou Disparada.

O Tropicalismo, sinalizou para uma procura de Identidade da música brasileira nos anos 60 e gerou uma geração de nordestinos que desembocou no inicio dos anos 70 com Os Novos Baianos, além de Fagner, Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Belchior, Ednardo, Quinteto Violado e tantos outros grandes artistas populares e nos na fita, com Mirabô Dantas, Terezinha de Jesus e O Flor de Cactus, demos nossa contribuição.

Confirmamos, Giliard, Bartô Galeno, Carlos André e Carlos Alexandre como cantores populares neste década e não embarcamos nos sons que foram emitidos da Casa da Dinda e com o Advento do Projeto Seis e Meia nos anos 90, concebido na Fundação Jose Augusto, mostramos ao RN e parte do Brasil, entre outros, Valeria Oliveira, Cida Lobo, Pedro Mendes, Cleudo Freire e Galvão Filho, além de confirmar a excelente composição de Babal e Pedro Mendes.

Com o recrudescimento da presença da boa música do Brasil nos meios de comunicação, resta o canto livre de Khrystal, Lis Rosa, Grupo Linha, Carlos Zens, Isaque Galvão, Lis Rosa, Simona Talma e a banda Rosa de Pedra entre tantos a segurar a bandeira da música deste estado, que tem a ousadia de manter o Projeto Seis e Meia, sinalizar para Os Caminhos do Elefante na MPB, ser rebelde com o MADA e o Festival DO SOL e romântico com o Som Da Mata, que confirma nossa excelência na música instrumental, além de tentar sermos universais com o FEST BOSSA. Ainda contarão a nossa história musical com o merecimento que ela tem. Este é só o começo da caminhada.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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