Projeto de reforma está em curso para reabertura do Sandoval Wanderley

“As pautas do Teatro Alberto Maranhão são disputadas? A Casa da Ribeira é pequena? O Centro de Convenções prioriza eventos corporativos? A solução de espaço para artistas de teatro e músicos bem poderia ser o velho “Teatrinho”, como é carinhosamente chamado o Teatro Sandoval Wanderley. Mas após um ano desativado por motivo de segurança em 2009, as perspectivas para este ano são desanimadoras.” Assim eu iniciei matéria publicada no Diário de Natal em 2010, antes ainda do Teatro Riachuelo. E já são seis anos do Teatrinho fechado. Mas há uma nova luz no fim do túnel.

Foi publicado ontem, no Diário Oficial do Município, um contrato “de assessoria técnica para projeto de quantificação, listagem e montagem de equipamentos de estrutura de suporte de Iluminação Cênica, para reforma a ser realizada no Teatro Municipal Sandoval Wanderley, durante o período de 27 de Março a 27 de Abril de 2015”. Pela Funcarte, a ex-diretora do Sandoval e atriz Quitéria Kelly informou que há projeto sim de reabertura a partir da readequação do projeto de reforma já existente. “Faltava alguns recursos técnicos, a exemplo desse projeto de iluminação cênica”, o que se refere o contrato. Esse projeto ainda será apresentado ao prefeito.

O orçamento para reforma não deve ficar atrás de R$ 1 milhão. Essa informação é minha, pelas matérias que escrevi ao longo desses últimos cinco anos sobre o tema. Essa cifra foi calculada há uns quatro anos. E passada a crise de início de gestão e sendo o Cadu Alves um entusiasta da cultura, e mais, já tendo demonstrado publicamente o interesse na volta do Teatro, penso ser fácil essa aprovação. É questão de tempo. Acredito que o prefeito e Dácio serão os responsáveis pela reativação desse importantíssimo equipamento. E já pensou na visibilidade e mídia espontânea que a Prefeitura ganhará com o feito?

TENTATIVAS
Na gestão César Revorêdo, ainda em 2009, mesmo os valores para a reforma mínima necessária foram considerados “inviáveis” ao cofre municipal. A solução encontrada foi a disputa com outras centenas de projetos culturais do país pela verba do Fundo Nacional de Cultura. O projeto concorreu e alcançou o 37º lugar, longe da colocação dos dez projetos contemplados com a verba total de R$ 11 milhões. Já naquela época, o diretor do teatro, Marcos Martins, afirmou ao Diário de Natal a estimativa de reforma para o segundo semestre. Claro, nada foi feito. A própria Quitéria Kelly, anos depois, pediu exoneração do cargo de diretora do Teatro diante da falta de perspectivas para reforma e reabertura.

HISTÓRIA
A última grande reforma do Sandoval se deu há 18 anos, na gestão da então prefeita Wilma de Faria. Em 2005 houve alguns reparos para receber os projetos da Funcarte, insuficientes para a longevidade estrutural do teatro – o único em formato de arena da cidade, considerado extremamente aconchegante e notoriamente um formador de plateia em razão dos ingressos de valores populares e atrações qualificadas. O último projeto cultural abrigado pelo SW foi o Pixinguinha, patrocinado via Lei Rouanet, via Petrobras. O Pixinguinha ajudou a dar vida ao teatro até seu encerramento, em 12 de maio de 2006.

O Wikipedia completa outras informações bacanas: “O teatro foi o segundo a ser construído em Natal, em 1962 — o primeiro foi o Teatro Alberto Maranhão, em 1904 —, e tem capacidade para cerca de 150 espectadores. Leva o nome do ator assuense Sandoval Wanderley, que criou os grupos Conjunto Teatral Potiguar (em 1941) e o Teatro de Amadores de Natal (em 1951). Durante as décadas de 1980 e 1990, o teatro foi amplamente utilizado para peças infantis e de grupos teatrais pequenos, e para gravação de programas de TV e apresentações musicais de gêneros diversos, como grupos de chorinho e bandas de rock”.

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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