Projeto polêmico de Salvador prevê cotas para músicos locais. E aqui?

Nesta terça-feira, precisamente às 14h30, ocorrerá um ato na Assembleia Legislativa de Salvador, na Bahia de todos os santos e axés. Diversos músicos baianos, entre forrozeiros, sanfonistas, cordelistas e repentistas para discutir a criação de um projeto de cotas para músicos locais se apresentarem durante o São João da Bahia.

Ainda segundo o Blog da Feira, o encontro será na sala do presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, e já estão confirmadas a presença de Bule-Bule, Adelmário Coelho, Zelito Miranda, Del Feliz, Estakazero, Cangaia de Jegue, Virgilio, entre outros.

A ideia é destinar parte da verba das secretarias de Cultura e de Turismo, exclusivamente, para contratação desses artistas. O blog não informa qual a parte ou a cota destinada aos músicos locais, o que seria um dado importante para a discussão. Mas a proposta por si só já é instigante.

É menos polêmica que o projeto de lei proposto pelo vereador Luiz Almir, anos atrás. Entre outras emendas que seriam propostas ao PL, a obrigatoriedade de contratação de pelo menos um músico ou grupo musical residente no Estado nos eventos realizados em Natal pelo poder público ou financiados com recursos públicos.

Tem alguma semelhança, mas é mais abrangente e inclui projetos privados, mesmo que financiados com recursos públicos, sobretudo as leis de incentivo à cultura. Vale ressaltar que o texto original do projeto prevê percentual de 10% do cachê pago ao artista nacional, mesmo em eventos privados. Tudo foi arquivado.

Esse projeto baiano me parece mais viável. Seria interessante levar o assunto à Rede Potiguar de Música ou à Compor. E já que o PT adora uma cota, o sempre presente deputado Fernando Mineiro podia levar o projeto à nossa Assembleia, mesmo que com outras emendas e ajustes.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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