PROJETOS

Arte: De Chirico

quando eu me procurava cidade e pessoas
era melhor que saber
porque o depois
havia começo
que hoje não é entre cópias e nada

amor se inventava para sempre vento ligeiro
memória do futuro
impaciência dia a dia
energia inesgotável a se esvair

batalhas vencidas e não
pernas pedindo outras
hiato falo
futuro sem memória
seria melhor viver enquanto vivo

pode ser que depois
entre livros e ainda projetos
se

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 22 de abril de 2014 12:32

    As palavras de Telma são de grande valor afetivo para mim, alem de seu peso intelectual. Conheci Telma quando tínhamos 19 anos. Demoramos décadas sem contato direto mas o sentimento continua o mesmo. Obrigado.

  2. Telma Lucia Medeiros 22 de abril de 2014 0:26

    Marcos Silva,só pessoas especias,como você,apresentam, ao longo dos anos,pensamento tão coerente,tão fiel aos princípios que nasceram no esplendor da juventude.O tempo,as vivencias,a cátedra,as viagens pelo mundo,e,por outras culturas,lapidaram ,os seus talentos,sem contudo influenciar sua forma de escrever,criar.Seus textos exprimem a simplicidade dos sábios e não o pedantismo dos pseudos intelectuais que se jugam melhores do que nós, pobres mortais.Sua poesia tem leveza,e,mesmo em alguns momentos mais denso não as rugas do tempo.Parabéns,Marcos,continue,nos deleitando com sua poesia ,nos agregando saberes,sacudindo nossos pensamentos.MUITO GRATA.TELMA.

  3. Marcos Silva 9 de abril de 2014 8:44

    Obrigado pelo comentário, Danclads, grande abraço.

  4. Danclads Lins de Andrade 8 de abril de 2014 21:29

    “era melhor que saber

    (…)

    amor se inventava para sempre vento ligeiro
    memória do futuro
    impaciência dia a dia”

    O tempo muda tudo… As expectativas de uma época, as aspirações de outrora, vão mudando, porque as pessoas também mudam.

    Perfeito, Marcos.

  5. Marcos Silva 8 de abril de 2014 18:37

    Agradeço muito a Lívio, Oreny e Ednar pelas palavras de incentivo. Obrigado a Ednar pelo belo recorte e pelas palavras de carinho.

  6. Ednar Andrade 8 de abril de 2014 9:39

    🙂

    …………………………..

    Bom dia,querido.
    Sou uma criança que olha e acaricia o belo,sem saber muito o que dizer……………..
    Mas ao ler-te neste instante,rezei assim esta oração:

    *
    quando eu me procurava cidade e pessoas
    era melhor que saber
    porque o depois
    havia começo
    que hoje não é entre cópias e nada

    amor se inventava para sempre vento ligeiro
    memória do futuro
    impaciência dia a dia
    energia inesgotável a se esvair

    seria melhor viver enquanto vivo
    ……………………..

    Me toca e inquieta tudo que é lindo e faz pensar-me.
    Beijos, muito carinho.Marcos.*

  7. Oreny Júnior 8 de abril de 2014 9:13

    “se” renova
    não “se” cansa
    se
    Belo texto, Marcos!
    Abração!

  8. Lívio Oliveira 8 de abril de 2014 8:45

    Gostando desses novos poemas de Marcos Silva.

  9. Marcos Silva 7 de abril de 2014 10:43

    Obrigado pelo comentário, Jarbas, grande abraço.

  10. Jarbas Martins 7 de abril de 2014 10:15

    Belo, bem construído e pensado poema, Marcos. A ilustração do “metafísico” pintor De Chirico se ajusta ao seu texto com uma elegãncia de luva.

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