Psicose, o filme

Por Moacy Cirne

Sim, Psicose é um ótimo filme (pessoalmente, pra falar a verdade, prefiro outras obras de Hitch: Janela indiscreta e Vertigo, por exemplo), mas se é para comemorar alguma coisa no terreno fértil do cinema, há títulos que, lançados e/ou produzidos em 1960, parecem-me mais expressivos e mais dignos de atenção. Não seria o caso, entre outros, de A aventura (Antonioni), Rocco e seus irmãos (Visconti), A doce vida (Fellini) ou mesmo o curta brasileiro Aruanda (Linduarte Noronha), ou ainda Uma vida em pecado (Lerner) e Audazes e malditos (Ford)? Tudo bem: há espaço para que lembremos todos eles. Afinal, 1960 foi um grande ano. Que não fiquemos, pois, só com Psicose, que, a rigor, não tem nada de revolucionário, seja pela narrativa, seja pela temática em si.

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