Quando?

Quando é que a liberdade será tão natural quanto a respiração? Em nenhum lugar da terra, a liberdade é livre. A liberdade do primeiro mundo repousa na dominação aos mundos terceiros. A honestidade suíça, vive da roubalheira mundana. Receptadores das dores do mundo, na grana roubada pelo mundo afora. Só haverá liberdade quando nascer a humanidade. Cada vez mais difícil o seu parto, pela maltratada placenta da pré-humanidade que somos nós. Resta o lamento otimista de Puskin: “Não choro a rosa que definha,/ finda a ligeira primavera./ Pois maturando numa vinha,/ ao pé do monte,/ a uva me espera”.

Comments

There are 7 comments for this article
  1. Anchieta Rolim 26 de Fevereiro de 2014 22:16

    François disse tudo em apenas sete linhas… De maneira simples , inteligente e direta.

  2. Samara Cruz 27 de Fevereiro de 2014 3:18

    O que chamam de mercado, que na verdade é a tesouraria de uma meia dúzia de bancos, escravizou a humanidade lhe impondo um divida impagável, de modo que a resposta ao quando a liberdade triunfará, é, quando os bancos fracassarem. A arena política está viciada por esse erro de origem, que é a escravidão dos países e das pessoas, e faz o debate político adquirir contornos ideologizados e tantas vezes até Freudianos. Vimos agora o senhor ministro Joaquim Barbosa acusar um colega de plenário do STF de emitir um voto político no processo do mensalão, numa clara projeção da sua intenção subjacente durante todo decorrer do processo. Quem disso usa disso cuida excelência !

  3. Marcos Silva 27 de Fevereiro de 2014 5:07

    Este post é triste e oportuno. Num comentário a ele, Joaquim Barbosa foi citado. Esse personagem se torna cada vez mais digno de pena. Parece auto-imolação em praça pública. Nao consigo entender um juiz da mais alta corte do país que usa o tempo PÚBLICO para manifestações de mau humor – nunca são falas técnicas! Parece com aquelas personagens patéticas do programa televisivo “Mulheres ricas”. Fazem em público o que deveriam fazer no universo privado. E a imprensa ainda aplaude, ainda pede bis.

  4. Marcos Silva 27 de Fevereiro de 2014 5:12

    Complementando o comentário anterior, lembrei daquela passagem no filme “O discreto charme da burguesia”, de Luís Buñuel: fazem em público o que deveriam fazer na privada.

  5. François Silvestre 27 de Fevereiro de 2014 10:03

    Brigadão, Rolim. Samara e Marcos, um juiz que não suporta o contraditório pode ser tudo, menos magistrado. Ele nunca perdeu os cacoetes de acusador profissional. Sem discutir o mérito do processo em tela, ao Juiz é imposto o dever da isenção. E só há isenção no cotejamento pleno do contraditório. Se o Juiz cria uma barreira em torno de si contra as opiniões divergentes, ele se despe da qualidade de aplicador de justiça. E passa a ser um advogado intransigente da própria opinião.

  6. Tácito Costa
    Tácito Costa 27 de Fevereiro de 2014 10:58

    Precisos o post e o comentário de François. Os demais comentários enriqueceram ainda mais as colocações feitas no post.

  7. Marcos Silva 27 de Fevereiro de 2014 11:08

    Em relação aos mensalões conhecidos e aos desconhecidos, entendo que houve crime (muito banal no Brasil mas é crime, sim), deve haver punição para que a lei seja respeitada. Punir não é humilhar uns e proteger sutilmente outros. E depois do absolutismo, a lei e suas aplicações merecem debate, sim, para não cairmos no neo-despotismo ilustradíssimo.

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