Quando o Nordeste e o Brasil ciscaram para Dentro

A história do coronelismo no Brasil ainda é bem recente. Os nossos representantes são frutos dessa terrível herança.
Várias vezes o nordeste e o Brasil ciscaram para Dentro.
Ciscou quando elegeu o atirador Cunha Lima. Ciscou quando a menina de nove
anos estuprada pelo padrasto foi impedida de abortar pela inquisição da igreja de Olinda PE.
Ciscou quando a pernambucana simulou gravidez e ataque neonazista.
Essas simulações não só nossas, mas elas são realçadas preconceituosamente por
alguns jornalistas e formadores de opinião. Não concordo com as opiniões de
Mônica Waldvogel e Danuza Leão quando destaca esses acontecimentos e outros
Referentes ao nordeste.
Foi o Brasil que ciscou para traz quando elegeu presidente Collor de Mello. O Brasil
perde novamente quando o elegeu em detrimento da senadora Ideli para uma
importante comissão do senado. Collor que foi o pior governante que esse pais já
teve com relação à cultura e educação, não merecia esse premio. Ele foi mais uma
vez deselegante e grosseiro quando disse no senado que a senadora Ideli “Ciscava
Para Dentro”. Ao ser admoestado por Mercadante disse ser uma expressão muito comum no nordeste.
Eu não conheço essa expressão, mas acho que ela aplica- se
muito bem a ele. Com a sua eleição o BRASIL CISCOU PARA TRAS.
O Brasil ciscou para dentro quando não caçou o parlamentar Natan Donadon, preso por vários crimes.
O Nordeste ciscou para dentro quando a jornalista Micheline comparou as médicas cubanas com empregadas domésticas.
O Nordeste ciscou par dentro quando ficou na escuridão no dia 28 de Agosto de 2013.

Damata Costa

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 30 de agosto de 2013 20:00

    Trocando em miúdos, Damata, vivemos num galinheiro. Com todo respeitos as galinhas, é claro!

  2. Marcos Silva 30 de agosto de 2013 19:52

    Falar que alguém, cisca (pra dentro ou não) é chamar a pessoa de galinha. Nada de novo na fineza collorida. A classe dominante é fascinante – destrói os outros avec élégance. A imagem de Collor saindo do palácio, de cabeça erguida, rumo à lama é digna de figurar num filme de Glauber Rocha ou Pier Paolo Pasolini.
    Sobre médicas cubanas e empregadas domésticas, considero a comparação ainda mais aviltante para as empregadas, que aparecem como se fossem o pior do pior. Lembro de uma música de Gil que fala na mão da limpeza. Gostaria que não mais existissem empregadas domésticas (o dia em que a terra brasilis parará) para gente como a autora da frase perceber o que é bom pra tosse – limpar latrina, lavar roupa etc. As empregadas fazem o trabalho considerado sujo a baixo preço. Que tal lutarmos para as empregadas receberem o salário das médicas cubanas ou não?

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