“Quem sou eu”, de José de Castro

Sou rima de grito

O verbo palavra

Em som de infinito.

 

Sou um vago lume

Poeira de estrela

Rabisco de luz.

 

Viajante sem rumo

Sem leme, sem prumo

Forasteiro assim.

 

Sou corisco, raio

Centelha que risca

Poemas de vento. 

 

Um susto, quem sabe

Um salto no escuro

Abismos em mim.

 

Sou tempo nenhum

De todos os tempos

De lugar algum.

 

Sou águia veloz

Um rio sem foz

Um lírio, um jasmim.

 

Aquele que vai.

Aquele que vem.

Sem nunca ter fim.

Jornalista, escritor e poeta. [ Ver todos os artigos ]

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