Questionário ao G.A.L.

Por Adriano de Sousa
NOVO JORNAL

Nome.

Ninguém conhece.

 

Nome de guerra.

Grande Autor Local.

 

Idade.

A da terrinha.

 

Local de nascimento.

Rio Grande Sem Sorte.

 

Formação acadêmica.

Psicografia.

 

Escritores que admira.

Os mortos.

 

O que mais gosta nos amigos.

Elogios.

 

O que mais detesta.

Elogios (a outrem).

 

Palavra preferida.

Inveja.

 

Animal.

Pavão.

 

Flor.

Xanana.

 

Cor.

A local.

 

Defeito.

Preguiça.

 

Qualidade.

Preguiça.

 

Estilo.

Superior.

 

Hobby.

Literatura.

 

Instituições a que pertence.

Todas.

 

O que é literatura.

Ação entre amigos.

 

O que é poesia.

O que você chama de poesia.

 

O que é prosa.

O que você não chama de poesia.

 

Escrever é…

Pra qualquer um.

 

Escrever não é…

Mas deveria ser.

 

Inspiração ou transpiração.

Piração.

 

Leitor ideal.

O que compra o livro.

 

Estado da literatura.

Gasoso.

 

Ex-libris.

Sob a figura de uma rede suspensa, a divisa Velociter!

 

Um lema estético.

Ad nauseam.

 

Uma escola.

Maneirista.

 

Uma poética.

“Nós somos uns garimpeiros. Temos que remover a massa de terra com esforços e paciência, para no fim encontrarmos apenas um grãozinho, e este é que é nosso e é o que tem realmente valor. Não adianta que se queira toda a peneira de terra e que se faça, como alguns de nossos poetas, poesia orientada para os burgueses; nem se deve escrever nada para a burguesia”.

 

Uma chave de ouro.

“Eu avancei para muita coisa e terminei em nada”.

*************

Festival Literário de Natal.

Deve haver algo de profundamente errado com uma cidade onde não há oitocentas pessoas interessadas em falar e ouvir sobre literatura e livros.

Comments

There are 3 comments for this article
  1. Tácito Costa
    Tácito Costa 12 de Novembro de 2013 16:06

    Esclarecimento. O texto de Adriano de Sousa era pra sair nos espaços destinados à prosa, mas devido ao formato ele desconfigurou quando postei, o que me obrigou a publicá-lo em POESIA.

  2. Jarbas Martins 13 de Novembro de 2013 14:00

    Um texto inventivo,Tácito, como o Adriano de Souza, híbrido de poesia e prosa, onde enquadrá-lo? Poesia é o que ele chama de Poesia, e acabou-se. Gosto de tudo o que diz e faz. Cabotinos como ele e Waly Salomão me agradam muito, e a muitos leitores como eu. Gente que pensa a arte poética como a liberdade de sua própria linguagem – como disse Paulo Leminski, conhecido também como O Cabotino Capiau.

  3. Marcos Silva
    Marcos Silva 13 de Novembro de 2013 21:58

    O texto de Adriano contém muitas idéias inteligentes. Não gosto do “Rio Grande sem sorte”: moral do ressentimento é ufanismo no espelho. Ter coisas boas e ruins é lugar comum, “tanto faz no sul como no norte” (Gilberto Gil, “Alfômega”).

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