Reacionários do Beco

Soube que meu nome tem sido blasfemado por algumas figuras caricatas do Beco da Lama em função de um texto que publiquei aqui e também na coluna que escrevo no Diário de Natal, intitulado Ponto de Cultura dá Samba. Os xingamentos se escondem em uma lista de discussão privada de membros do Beco. E pasme: no texto afirmo meramente que é estranho tanto interesse de alguns becolamenses em disputar a presidência da Samba, a Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências, justo agora que concorre à verba de R$ 180 mil financiado pelo programa de Pontos de Cultura do Governo Federal, em parceria com o Governo Estadual.

Diga-me, amigo leitor, se escrevi algo errado ou passivo de discórdia? Diga-me se eu preciso ser frequentador assíduo daqueles chãos históricos para desconfiar – sem acusar – do fato? De reacionários o inferno está cheio. Não os temo. Nem os acuso, na verdade. Apenas levantei o tema para que fiquem cientes de que há pessoas atentas ao que ocorre na cultura natalense. Na verdade, torço para que a ânsia pelo posto seja para reverter a verba em benefícios para o Beco. O mesmo Beco do qual, mesmo sem frequentar assiduamente, tenho levado à mídia, sempre com notas e comentários elogiosos, como a divulgação do Festival Gastronômico, publicado ontem mesmo.

Guardo boas amizades dali e tenho meu apreço peculiar pelo lugar; uma empatia minha. Não preciso me filiar a Sociedades, grupinhos ou coisa parecida, embora ressalte a importância dessa união. Continuarei a divulgar os eventos, causos e fatos sem pedir nada em troca, sequer reconhecimento. E mais: vou beber minha cerveja lá quando der na telha. E abraço a quem for da família.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Anonymous 26 de Novembro de 2008 19:08

    Sérgio, querido, não quero me identificar, mas é pura verdade mesmo.
    Seu nome vem sendo alvo de todo tipo de violência e sobretudo, todo tipo de mentiras. não é a primeira vez que isso vem acotecendo. É um pessoal muito falso, que vc conhece muito bem, mas´vc é de boa índole, diferentemente desse povinho pequeno e medíocre do Beco.

  2. Adriana Amorim 26 de Novembro de 2008 19:28

    Pense num jornalista polêmico esse! Tá pior que Marcos Aurélio de Sá… rsrs…

    Mas, li no mesmo dia o texto que você fez sobre a SAMBA e não vi nada demais ter achado isso ou aquilo. Foi uma observação válida.

    Em vez de ficar no burburinho, por que o pessoal do Beco, especialmente os associados da Samba, não vão a público mostrar um possível outro lado?

    É mais fácil, até porque esse tipo de atitude – a de detonar a pessoa que fez uma crítica – só denota confessar o crime!!

    Valeu, Vilar!

  3. Espaço Aberto 26 de Novembro de 2008 23:45

    Caro Sérgio,

    Você fez comentários como repórter. Em nenhum momento você demonstrou nenhum tipo de envolvimnento pessoal com relação ao Beco da Lama e ninguém pode lhe acusar de não ter sido um profissional de imprensa.

    Vi as críticas. Nos últimos meses tenho me mantido calado no grupo de discussão do Beco da Lama, a exemplo de outros amigos não afeitos a brigas – embora não tema ninguém no momento certo -, para não atrapalhar o movimento cultural que estimulamos ao longo de vários anos.

    Sua matéria está corretíssima e muitas informações escritas por você foram interpretadas como sido dadas por um informante, embora você não tenha falado em ‘fontes’ em nenhum momento. O que mostra o quanto os críticos não entendem de jornalismo.

    Você pratica um jornalismo corajoso e virtuoso. Não pare e saiba que o amigo velho estará sempre ao seu lado.

    Abraço do tamanho do Potengi,

    LeoSodré

  4. Rafael Duarte 27 de Novembro de 2008 10:41

    Sérgio, ser criticado por levantar polêmica é como um elogio. Por aqui, o pessoal reclama, mas no fundo quer que tudo continue como está. Não vi esses comentários pq não participo da lista. Mas sei que a tua consciência está tranquila porque jornalismo, queiram ou não, se faz assim: checando informações, fatos e levantando polêmicas.

    Abraço!

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