Reacionários do Beco

Soube que meu nome tem sido blasfemado por algumas figuras caricatas do Beco da Lama em função de um texto que publiquei aqui e também na coluna que escrevo no Diário de Natal, intitulado Ponto de Cultura dá Samba. Os xingamentos se escondem em uma lista de discussão privada de membros do Beco. E pasme: no texto afirmo meramente que é estranho tanto interesse de alguns becolamenses em disputar a presidência da Samba, a Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências, justo agora que concorre à verba de R$ 180 mil financiado pelo programa de Pontos de Cultura do Governo Federal, em parceria com o Governo Estadual.

Diga-me, amigo leitor, se escrevi algo errado ou passivo de discórdia? Diga-me se eu preciso ser frequentador assíduo daqueles chãos históricos para desconfiar – sem acusar – do fato? De reacionários o inferno está cheio. Não os temo. Nem os acuso, na verdade. Apenas levantei o tema para que fiquem cientes de que há pessoas atentas ao que ocorre na cultura natalense. Na verdade, torço para que a ânsia pelo posto seja para reverter a verba em benefícios para o Beco. O mesmo Beco do qual, mesmo sem frequentar assiduamente, tenho levado à mídia, sempre com notas e comentários elogiosos, como a divulgação do Festival Gastronômico, publicado ontem mesmo.

Guardo boas amizades dali e tenho meu apreço peculiar pelo lugar; uma empatia minha. Não preciso me filiar a Sociedades, grupinhos ou coisa parecida, embora ressalte a importância dessa união. Continuarei a divulgar os eventos, causos e fatos sem pedir nada em troca, sequer reconhecimento. E mais: vou beber minha cerveja lá quando der na telha. E abraço a quem for da família.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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