“ReeXistência”, de Gilvânia Machado

Lágrima – chuva dos olhos –

Que rega o coração árido

Você vem na correnteza

Reinaugurando mundos em mim

Na vitrola, nossa canção

Você lê as notícias e fala sobre

Os insanos que estão no poder

Triste realidade, baby, triste!

Com uma linha me ensina

A brincar de cama de gato –

Brincadeira de infância que nos distrai…

Você diz que vai embora para outro lugar

Eu sonho com o pais das maravilhas

Sua voz por um fio, rouca a cantarolar:

Te amo, te amo baby, baby, baby…

Como nas letras das velhas canções…

Queremos escoar as águas turbulentas

Que correm dentro da gente…

Queremos curtir blues

Ler poemas no jardim

Mas o mundo lá fora é desamor, intolerância,

Eu grito, saio às ruas, ergo a bandeira.

Você silencia se recolhe pinta girassóis escreve poemas

Resistimos, reexistimos, baby…

Ilustração: Sezi Kaya

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