Reflexão sobre a Poesia

Caro Amigo Gustavo,

Gosto do que voce fala, diz e busca na poesia. De minha parte tento me aproximar do Mário Quintana. Da sabedoria que estar na simplicidade.

E as coisas, o que são?

“Um dos espantosos mistérios da poesia é que uma coisa só parece ela própria quando comparada a outra coisa.”

Penso que boa parte da obra de arte atual, o cinema e a poesia – em particular, está acima da poesia, enquanto realidade de uma poesis. Uma poesia adjetivada. Uma poesia conceitual.

O critico italiano Benedetto Croce já vislumbrava essa tendência em Dante. Depois essa tendência foi acentuada. Formaram-se os nichos. Escrevo para uma cátedra. Escrevo muitas vezes sobre algo que não entendo. Ou faço, como identificou Jairo/François, uma liquidificalização da poesia. Alquimisticamente transformo tudo. Para além, muito além da poesia.

Os críticos fazem outra coisa. Filosofam sobre o que a poesia já filosofou. Pound leva essa tendência ao extremo, e deseja uma crítica científica. Perde a poesia. Perde a obra de arte quando não comunica. E ficamos cada vez mais solitários.

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