REFLEXÃO SOBRE O TEMPO

O tempo me traz,
De repente…
A verdade
Que há nas mentiras;
A face real do escondido;
O tempo pode ser um inimigo
Ou a Justiça sutil.
O tempo…
Anjo ou monstro;
Apenas existe
Sem que alguém conceda-lhe
O direito de existir ou não;
Monstro cruel ou espada justa?
Assim como se fosse Salomão
Com sua Justiça,
Separa para unir;
Une para separar.
O tempo…
Este que nos dá cabelos brancos
Mostra-nos maravilhas
No espanto;
Reduz o soberbo a pó;
Nivela, unifica, arrasta
Ou traz de volta.
O tempo…
Com asas transparentes
Caminha lado a lado
Com o seu alado:
O homem,
Tolo, distraído,
Não o vê chegar,
Fica esperando,
Como que para abrir um livro
Para a cara dele mostrar.
O tempo é fiel
E caminha contigo.
O tempo…
Ele fez de mim, avó;
Ele faz de mim, melhor;
Ele une ou desfaz o nó;
O tempo…
Só o tempo,
Pode te fazer homem;
Pode te tornar imortal;
Só o tempo…
Pode perpetuar o teu
Tempo.
Preciso ter tempo
Para poder buscar
No tempo
O bem do tempo.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 8 de novembro de 2010 14:16

    Obrigada amigo, pelo comentário feito ao meu simples poema. Se gostou, fico feliz. Aproveito para dizer-te que sou tua leitora, que também admiro muito teus poemas, tuas reflexões. Este teu sentimento voltado para as coisas do coração. Realmente, estamos vivendo um tempo seco, onde parece ser feio falar de amor, de lembranças, de saudade, sentimentos verdadeiros. Parece que hoje é muito importante poesia enlatada; não faço esse gênero e percebo em teus poemas, sentimento vivo, sentido com a alma.

    Beijo amigo.

    Obrigada.

  2. Ednar Andrade 8 de novembro de 2010 14:13

    Sim, querido, é
    Preciso ter tempo
    Para poder buscar
    No tempo
    O bem do tempo.

    Pois, estamos mesmo matriculados na escola da vida e dessa saímos pós-graduados.

    Só mesmo o tempo
    Unifica, arrasta
    Ou traz de volta.
    O tempo…

    Beijos, Da Mata, saudades.

  3. João da Mata 7 de novembro de 2010 15:54

    ” todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”
    Cora Coralina

  4. Oreny Júnior 7 de novembro de 2010 10:15

    Belo poema Ednar, em tempos secos de amor, vem esse açude sangrar esses desertos de reflexões…
    Abs
    Oreny Júnior

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