Relembrando o Pasquim para falar do Substantivo Plural

O Pasquim foi um jornal alternativo brasileiro muito importante. Surgido em 1969, circulante numa primeira fase até 1991, agrupou excelentes cartunistas (Millor Fernandes, Ziraldo, Fortuna, Jaguar, Henfil) e jornalistas expressivos (Paulo Francis, Newton Carlos, Luiz Carlos Maciel), mais colaboradores eventuais de grande peso. A segunda fase, de 2002 a 2004, não repetiu o mesmo brilho intelectual e político.

Além de páginas com imagens e textos maiores ou mais extensos, inclusive excelentes entrevistas, O Pasquim introduziu uma seção de “Dicas”, textos muito curtos que comentavam Deus e todo mundo. A linguagem coloquial presente no jornal era ainda mais condensada nessas dicas, que logo foram imitadas pela grande Imprensa, incluindo a agonizante revista O Cruzeiro.

Jarbas disse que só tem enviado comentários para o SP, quase nada de posts. Um bom comentário é um post condensado. Um comentarista habitual, como Jarbas, faz dos comentários coluna. Digo o mesmo de tantos outros colegas que fazem comentários com freqüência, inclusive os que nem são colunistas formais, como Thiago Gonzaga.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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