“Remanso da Piracema”

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Em um dos seus últimos textos publicados no “Caderno de Saramago” (AQUI), o escritor se penitencia por ter se metido, no início da carreira, a fazer crítica literária: “Há uns quarenta anos, por espaço de alguns meses, exerci de crítico literário na “Seara Nova”, actividade para a qual obviamente não tinha nascido, mas que a benévola generosidade de dois amigos considerou poder estar ao meu alcance. Foram eles o Augusto Costa Dias, que teve a ideia, e Rogério Fernandes, então director da (a todos os títulos) saudosa Revista. No geral, suponho não ter cometido injustiças graves, salvo o pouco cuidado com que opinei sobre “O Delfim” de José Cardoso Pires. Muitas vezes, depois, me perguntei onde teria estado a minha cabeça naquele dia. Diz-se que um tropeção pode acontecer a qualquer, mas aquilo não foi um tropeção, foi (perdoe-se a vulgaridade da palavra) um estampanço”).

Eu também não nasci para tão sério e perigoso ofício, embora tenha inventado, por pouco tempo, é verdade, a comentar livros quando comecei no jornalismo cultural. Tirei o corpo fora antes de levar umas tapas prometidas por um poeta a quem faltaram humor e humildade para relevar as besteiras juvenis que eu escrevi.

Agora, só comento livros dos amigos e isso mesmo quando eles fazem questão, como foi o caso de François Silvestre, que lançou recentemente “O Remanso da Piracema”. Como o texto ficou mais longo do que eu planejava postei em PROSA.

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