RESCUE

Por Carlos Gurgel

o pavor que o homem
sente
do que deixou de fazer

faz
ele se lembrar
do tudo que fez

e a couraça
da sua coragem
insana e perpétua

é como o sentimento que une
a lembrança e o presente
de uma fagulha do sótão
folheado de suplícios e arrebentações.

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. horácio oliveira 14 de julho de 2011 15:10

    Viva!

  2. Jarbas Martins 14 de julho de 2011 14:01

    e viva a suave ironia euliciana.

  3. Jarbas Martins 14 de julho de 2011 14:00

    você é um leitor especial, horácio oliveira.conseguiu me convencer que um tijolo
    como “os sertões”- era uma flor chamada hai-kai.

  4. horácio oliveira 14 de julho de 2011 11:39

    Particularmente, meu querido amigo euliciano, gosto das obras de Dostoiévski, embora não as tenha lido completas.

  5. gustavo de castro 13 de julho de 2011 15:53

    gostei, gostei

  6. Jarbas Martins 13 de julho de 2011 15:14

    remorso, amigo horácio, por não ter
    lido as obras completas de dostoiévski
    e ter lido um hai-kai de diógenes da cunha lima.

  7. Jarbas Martins 13 de julho de 2011 14:07

    angústia preciosa e discreta

  8. horácio oliveira 13 de julho de 2011 13:36

    emotional rolling stone

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