Respeitemos a memória

Luís Damasceno (de boina), Wellington Duarte, George Câmara e Arlete

Meu amigo Luís Damasceno não está bem de saúde. Passa por momentos difíceis. Coisa da vida e da idade. Uma vida dedicada ao livro. Quando ele aposentou, eu escrevi um texto em sua homenagem. Um texto que lembrava um grande ator saindo da ribalta. Luis caiu vertiginosamente ao se aposentar. Muito amigo também da sua querida esposa – pensamos: eu ela, Luís, etc, numa forma de registrar essa bela história de vida. Pensamos num livro e numa pessoa para organizar. O nome do prof. Marcos Silva surgiu assim com toda força. Afinal, ele já fez isso algumas vezes, de forma eloquente. Assim foi com Cascudo, Werneck e cinema. Paixões do amigo Marcos e nossa. Muitas pessoas nossa conhecida foram incentivadas a escrever e enviar o texto para o prof. Marcos Silva. Organizador do livro, e não escritor do livro.

Conheço e convivo com Luís há quarenta anos. Algumas referencias a Luís, postada nesse sp, são levianas. Mesmo que o intuito não seja esse. Que se homenageie um grande livreiro. Uma grande figura da cidade do Natal. Tudo isso se faça, mas com dignidade que cabe numa vida vivida com muita verdade e sinceridade.
“Na Assembléia de hoje (final de Março 2012 ), fiquei muito feliz com a presença do Luís Damasceno e esposa. Luis tem a cara da Cooperativa que muitas vezes era conhecida como a Livraria do Luis. É um monumento vivo não só da UFRN, como da cidade de Natal. Luis está aposentado e doente. Torcemos pela sua recuperação. O colega Marcos Silva organiza um livro em sua homenagem. Muito bom que esse livro seja lançado nessa data histórica ( em 2012 a Cooperativa completa 35 anos ) com a sua presença amiga”. JM

Ps Fui o Secretário da gestão 2010 -2012, e fui conselheiro por diversas vezes do Conselho de Administrativo da Cooperativa.

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Comments

There are 9 comments for this article
  1. Jarbas Martins 26 de Abril de 2012 10:27

    Tratar Luís Damasceno como um cadáver vivo, eu me recuso. Prefiro-o vivo com suas graças, verves, malícias e bom humor inteligentes.E viva Luís, minha doce víbora.(Em represálai a ele, que me saudava como Jabs Motim, Bacharel bárbaro, Garçom- que- se passa- por- poeta, e outras provas de amabilidade que não cabe neste pudico SP).

  2. Marcos Silva
    Marcos Silva 26 de Abril de 2012 12:35

    Jarbas tem total razão, Luís está muito vivo e nada tem de cadáver – doença não é morte. Outros, em compensação, parecem vivos cadaverosos – inspirei-me no adjetivo usado no brilhante ensaio “O reino cadaveroso”, de Antonio Sergio, grande historiador português.
    João, eu nunca disse que sou autor do livro. Em minha última mensagem sobre o tema, citei um COLABORADOR (Claudio Galvão), evidenciando que o livro é uma COLETÂNEA. Recebi com humildade o convite de Ivonilde, mulher de Luiz. Espero ter dado conta do recado (o livro está nos finalmente).

  3. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 26 de Abril de 2012 13:11

    Jarbas, você tem plena razão em prestar sua homenagem particular e sutilmente amorosa a Luís Damasceno (“Um aceno pra Damasceno”, parafraseando outro bom autor da terra, talvez seja um título razoável e que ora sugiro para a sua/nossa “plaquete virtual”).

    Você é amigo dele, assim como eu me considero há muitos anos. Luís me apresentou, inclusive, a você: “- Esse é o meu amigo Jarbas Martins”. E me apresentou a gente do quilate de Bartola, Carlos Newton, Moacy Cirne, dentre várias outras personalidades do mundo intelectual. E muitos livros e autores…Sei que adorava António Lobo Antunes, de quem me apresentava textos sublinhados de “Os Cus de Judas”, numa edição de capa azul.

    Vi, certa vez, uma das filhas de Otto Guerra, minha amiga Margarida Guerra, afirmando que Luís era admirado por Otto como uma de nossas maiores e mais perspicazes inteligências.

    Eu percebo e sempre percebi, também, o respeito e a admiração que Luís tinha e tem por Marcossilva (ele sempre quis me apresentar ao Marcos). Não fui convidado para escrever no livro organizado por Marcos, mas teria escrito muito à vontade acerca de Luís. Agora, infelizmente, não dá mais. Boa sorte, Marcos, com mais esse seu empreendimento literário!

    E muito mais vida e homenagens a Damasceno.

  4. João da Mata
    João da Mata 26 de Abril de 2012 13:58

    Tácito,

    Em nenhum momento disse que pessoas são impedidas de homenagear outras à sua maneira.
    Como de outras vezes voce cortou o diálogo que não interessa a ninguem . Peço, encarecidamente, que vete as agressões mesquinhas ao meu nome. Tão pouco responderei. Não vale a pena, quando a alma é pequena.

  5. Paulo Benz 26 de Abril de 2012 21:35

    Prezados
    passei muito tempo sem acessar o substantivo, coisas de trabalho, filha pequena e outras mumunhas da vida, tanto que nem escrevendo ando… dá quase pra dizer que o barnabé (eu mesmo)amarrou as mãos do poeta. Mas confesso o desconforto de, logo na volta, encontrar a notícia de que meu estimado amigo Luís, de tantos encontros na cooperativa do campus, anda mal de sáúde. que esta lhe retorne, é apenas o que desejo.

  6. Marcos Silva
    Marcos Silva 27 de Abril de 2012 2:23

    Livio:

    Convidei TODOS os leitores do SP a escreverem para o livro. Se vc quiser participar dele – o que seria excelente! -, entre em contato comigo.

  7. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 27 de Abril de 2012 5:41

    Marcos, tenho mantido o princípio sagrado (pra mim) de somente estar em lugares para onde sou convidado (pessoalmente). De qualquer forma, agradeço pela gentileza e pelo retorno da sua elegância já tão conhecida (algo que eu fui um dos primeiros a destacar por aqui), desta feita. Já me sinto homenageando Luís ao participar da amorosa plaquete virtual organizada por Jarbas: “Um Aceno pra Damasceno”. Abração.

  8. Marcos Silva
    Marcos Silva 27 de Abril de 2012 8:05

    Sua participação certamente enriquecerá o livro que Jarbas está projetando. Seria irresponsabilidade comentar um volume antes de ler seu teor mas, com certeza, é obra dotada de grande potencial, tanto pelo tema quanto pela conhecida competência do organizador.

  9. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 27 de Abril de 2012 8:30

    Folha em neve/
    dos livros virtuais:/
    Bem mais leve/
    que os seus “ais”.

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