A responsabilidade social de um evento

No início era o caos, e Deus realizou alguns eventos para criar o Universo. Do nada criou algo que passou a existir. Um lugar para viver e aprender, com uma infinidade de coisas para desvendar e descobrir. Um lugar com três grandes reinos: mineral, vegetal e animal; terra, agua e ar; sólido, liquido e gasoso. Luz, escuridão e meia luz; a Lua, o Sol, os eclipses entre si, e com a Terra. Tempo de seca e tempo de chuva, com duas estações intermediarias. Equinócios e solstícios, e os estágios intermediários. Com o tempo o homem estudou os alinhamentos, e os eventos da astrologia, culminando com os conhecimentos científicos da astronomia.

Com um casal, formado por um homem e uma mulher, surgiria um terceiro ser. Deus criou o primeiro grupo social.  O mundo e suas tríades de conhecimento; alma corpo e mente; o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Na geometria e arquitetura, o triângulo como base de um plano e o equilíbrio. Nas análises da psicologia, a pirâmide de Maslow. Na sociologia e economia, a pirâmide social, e a pirâmide das classes econômicas.

E Deus é considerado como o arquiteto universal, criou o céu e o universo, criou a Terra para os homens conhecerem e habitarem. No universo criado colocou um casal, para viver a sua obra, que teve o paraíso como cenário. E assim começou uma história, de aprendizado e conhecimento. O casal foi expulso do paraíso, por adquirir alguns conhecimentos, que talvez não devessem aprender, segundo o ponto de vista de Deus. Mas foi o suficiente e necessário, para começar uma trajetória, fora do citado paraíso.

Noé recebeu um conhecimento, para construir uma arca, um manual de instruções. Tal como Moisés que recebeu instruções em taboas. E por diversas outras situações foi Moisés. Noé e Moises, criaram eventos de viagens, comprometidos com a questão social. Preservaram suas famílias e seus grupos sociais. Um foi o almirante, no comando de um barco; e o outro o general, comandante de um exército. Enquanto Deus era o brigadeiro, comandando o céu.

Deus criou o mundo e o universo, em etapas. E alguns homens ou profetas, transformaram toda a história da criação em literatura, a começar por Abraão. Da mesma forma fizeram os seguidores de Jesus Cristo, relataram os seus atos e seus passos, já que Jesus não deixou nada escrito. Assim como Sócrates, que foi escrito e descrito por Platão. A versão de sempre, da imagem e semelhança, na filosofia e na religião, o princípio do conhecimento.

Na religião e na ciência, a construção do conhecimento. Depois do Big-bang ou da criação, a evolução permanente. Os antigos observavam o céu, e as mensagens que vinham do céu. A ciência começou com observações práticas e lógicas que foram denominadas como princípios fundamentais, citados por Aristóteles, em seus ensaios chamados de lógica.

Do universo criado, por Deus, o homem interpretou como uma obra de arte, e pôs-se a admirar. Deslumbrou-se com a criação de Deus, tal como admira-se uma tela, em silencio em busca de detalhes. Com um mesmo silencio, observou as estrelas pintadas no céu, e tirou algumas conclusões. Observou que algumas se movimentavam ao longo do tempo. Em meio a milhões de estrelas, descobriu quais eram planetas ou cometas; satélites e luas. Deu nomes as constelações que avistava ou descobria, tal como fez Adão, dando nomes aos animais. No princípio o homem enxergou um cinturão de peças ou animais e deu-lhes nome Câncer, Escorpião, Leão ou Peixes…, doze ao total, tal como os doze apóstolos.

E assim criou uma ciência, a partir da observação. Associou as posições das estrelas, estabeleceu direções. Inventou o tempo e suas divisões. O período da Lua, chamou de noite, e um conjunto de luas perfaziam um mês. Fez relações com as estações e as épocas do ano. Com as plêiades no céu era hora de plantar.

E Deus fez o homem a sua imagem e semelhança. Da mesma forma o homem cria eventos. Eventos para ver, olhar, observar. Um evento não acontece para simples divertimento e ocupação. Um evento não acontece apenas por promoção social, ou atividades de uma prefeitura; órgão público ou privado. Há diversas ciências e observações inseridas em um evento. Não se deve apenas olhar para o palco, mas também para o que acontece a volta. Olhar somente para o palco pode ser um paraíso.

Os eventos artísticos ou literários. Com apresentação de ideias, modelos, figuras e telas plásticas, tem uma função social. A função de oferecer informações, instrumentos e conhecimentos, para que o observador ou o ouvinte, o assistente presente, possa tirar conclusões e obter um conhecimento. O conhecimento que ultrapassa o palco, a mesa e a tela. Um conhecimento desde a organização até a exposição; oral, em foto ou em tela. Criando algo do nada, e que passa a existir. Algo sólido, com ideias liquidas, que deixam mensagens no ar.

O evento é como um livro, com suas folhas passadas uma a uma, perante os presentes. O texto é um relato do acontecido.

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