Resposta a Carlos de Souza (sobre “autoridades comunicativas”, “digitais” e digitalização)

“desculpe a indelicadeza, livio, mas sei que você é um grande advogado, mas esse negócio de comunicação, tácito entende pra caralho e eu entendo um pouquinho.quanto mais melhor.” (Carlos de Souza, em comentário a post abaixo, sobre a minha singela opinião de que a Revista Preá seja veiculada somente pela internet, digitalizada).

********

Respondo:

Que nada, Carlos, indelicadeza nenhuma! Ao contrário, ao contrário: até que enfim você decidiu quebrar o gelo para com a minha pessoinha. Antes, sequer a elogios respondia. Mas, você é a delicadeza e a sensibilidade em pessoa. E adoro os seus textos. Têm um colorido meio woodstockiano atemporal ou a la Bukowski contemporâneo que me agrada.

De qualquer sorte, você continua sendo o Presidente Honorário de todos os meus blocos carnavalescos, ou partidos, sei lá! Todos com a sigla “P.E.B.A.”. (Lembra-se daquela pergunta esquisita que me fez sobre “JET” e “PEBA”? Ainda estou refletindo sobre ela. Mas, já estou chegando a certas conclusões).

Mas, com relação ao teor de sua mensagem, somente posso dizer que não posso aceitar, jamais, esse tipo de “argumento de autoridade” ou de censura desnecessária e descabida. Ainda mais, vinda de um jornalista e um cara libertário como você demonstra ser.

Estou nesse mundo cultural, Carlos, com participação ostensiva há mais de uma década. E – acredite – sei de umas coisinhas, também. Inclusive, já compus Conselho Editorial de uma certa entidade, juntamente com você, para minha honra e elevação espiritual. Lembro: convidado que fui, porque não entro mais nunca em lugares para onde não sou convidado ou não me aceitam.

Mas, sei que você e o Tácito me aceitam por aqui, mesmo não sendo autoridade em “comunicação”, nem jornalista com carteirinha e/ou diploma. Por sinal, fico com receio se vão querer me dar um “chega-pra-lá” como esse seu (em post abaixo) por eu ter um blog, escrever em blogs e, eventualmente, em jornais diversos – e, quando quero, só quando quero – fazer entrevistas, opinar, dar palpites, falar sobre unhas encravadas…

Seria o mesmo que impedir jornalistas e demais autoridades comunicativas
(ou mesmo cidadãos livres) de falarem sobre direitos humanos, STF, advogados, Justiça, Ministério Público….

E disso você vê de sobra nos jornais e até nos blogs. Todo mundo pode (e deve) meter o bedelho. Livremente. Né não?

Obrigado pela atenção, Carlos. Rara, mas existente ainda. E um abraço democrático-libertário.

p.s. 1. Com relação a advogar, continuo advogando (ou palpitando, posto que não tenho autoridade para opinar) que a nova/velha revista da FJA/RN seja veiculada tão-somente através de meios digitais. Ou seja, a velha/nova internet. E trarei novos argumentos para isso. Se deixarem.

Quem sabe se também o Mario (com acento ou sem acento) decida responder, também…

p.s.2. Não se preocupe, Carlos. Não pretendo “invadir a sua praia”. Ao menos no presente momento…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 4 de fevereiro de 2011 11:06

    Oh, Carlos, meu Bukowski do século XXI !
    Oh, Carlos, meu ogro suave exilado em terras tão, tão distantes!

    Que bom que me trata de forma tão delicada. Você, grande jornalista e professor que é.

    Mas, olha! Você não é nada leso, não. Nadinha disso. É um cara esperto, um bom “malaco”, atento a tudo e a todos, mas na espreita, para se proteger da chuva, porque quem é de ferro enferruja. Né não?

    Além do mais, é um cara de boa-fé e em quem sempre se pode confiar (que o diga o poeta Volonté).

    Abraço.

  2. carlos de souza 4 de fevereiro de 2011 9:16

    Nada disso, Lívio, você é sempre bem vindo nesta casa multipluralista. Você não é só um grande advogado. É também um texto de primeiríssima nesta cidade dos Reis Magos (que o diga Franklin Jorge). Não se ofenda, não. Os impressos ainda vão sobreviver ao virtual pelo menos até meados do século. Depois some, talvez (Umberto Eco acha que não). Não comentei antes seus posts porque sou leso mesmo. Grande abraço, poeta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo