Resposta a Crispiniano

Melhor que muito programa de humor é ler as estapafúrdias palavras e o cinismo do cordelista Crispiniano Neto em sua coluna no Jornal de Fato. Primeiro ele diz que “o blogueiro Sérgio Vilar ataca novamente”, quanto tão somente respondi às estúpidas declarações do tal que nunca passou por uma redação de jornal e pouco entende do ofício. Nunca o agredi pessoalmente. Critiquei sim – e continuarei – foi sua gestão, a pior segundo a minha opinião, a da classe artística e de funcionários da própria Fundação José Augusto.

O colunista, após disparar sua metralhadora de adjetivos carregados de raiva e vingança, se esconde no antro dos covardes para afirmar que não os dirigiu à minha pessoa diretamente. Ora, não basta sequer meia palavra para o bom ou limitado entendedor. Ironia grosseira e metáforas desgastadas são artifícios de fracos. A má educação e o despreparo emocional já lhe são conhecidos de outras gestões. E por essa interpretação, as quais intelectuais também a fizeram, fui tachado como alguém que não sabe, além de escrever, de ler.

Mais adiante o desocupado cordelista disse que procurou mais de 20 pessoas do meio jornalístico e cultural dos quais disseram não me conhecer. Sugiro ao enraivecido gestor que abra uma tal revista Preá, editada há cinco meses e procure um tal Sérgio Vilar. Melhor: não precisa nem abrir. A gráfica escolhida não permite isso, ou as folhas podem se soltar como baralho. Contemple a capa da revista que foi editada apenas para fazer média com o ministro Gilberto Gil, quando cá esteve. A matéria é deste jovem mancebo. Se arrisque a abrir a revista e procure “erros técnicos e éticos” nos textos.

Não sei a quais jornalistas e pessoas da cultura o esquentadinho Crispiniano perguntou a meu respeito. Mas sugiro alguns. Pode começar por Vicente Serejo, que também criticou a atitude da FJA no triste episódio da venda do Museu da Rampa. Mesmo antes de formado, ele elogiou minha tese como o melhor trabalho sobre a Redinha já escrito. Se quiser se estender e conversar com a mulher dele, a também jornalista Rejane Cardoso, procure saber dela de uma matéria sobre os anos de 1968.

Procure ainda Deífilo Gurgel, Tácito Costa, Rodrigo Levino, Alex de Souza… Depois leia quem comentou no texto abaixo. É um tal Moacy Cirne, conhece? Infelizmente Oswaldo Lamartine morreu, ou poderia perguntar para ele também. Não faz muito tempo, um poeta chamado Sanderson Negreiros perguntou ao meu avô se o tal Sérgio Vilar que substitui (há sete anos!) Osair Vasconcelos nas crônicas de domingo com excelentes textos era seu neto. Ah, e procure ainda – e aproveite para colher dicas de para uma boa gestão cultural – François Silvestre. Se preferir ler algo de minha autoria, procure minha coluna no site mais acessado do estado: o portal da Diginet.

Apenas por dois textos o precipitado Crispiniano me classifica como o pior jornalista de Natal. Isso depois de eu também tachá-lo como o pior gestor da FJA. Dois textos, e dois anos de gestão. A comparação é oportuna. O argumento de que a maioria das matérias veiculadas sobre a instituição é favorável é ridícula. O desinformado gestor nunca passou por uma assessoria de imprensa ou saberia diferenciar matéria espontânea de release. De certo a assessoria da FJA é extremamente competente. Conheço a jornalista Mary Land Brito e reconheço o árduo trabalho em tentar reverter a péssima imagem da FJA junto à opinião pública e, sobretudo, à classe artística.

Engraçado é o convencido gestor se gabar de ter permanecido no cargo após período turbulento em que quase foi exonerado por incompetência. Das dezenas de secretarias e fundações do estado, apenas a dele e a secretaria de saúde foram ameaçadas. Ainda comenta que os dirigentes do SEU partido reconhecem o trabalho feito. Morri de rir com essa. E só para lembrar, o agressivo gestor já foi afastado da chefia do Gabinete Civil da secretaria de Saúde por quase sair aos tapas com um colega de trabalho. Nenhuma novidade a quem conhece o despreparo emocional do cordelista. Por isso o petista (chato chamá-lo assim) confunde liberdade de expressão com agressão.

Também darei por encerrada essa discussão. Não é do meu feitio tais intrigas. Se o gestor até ler mais embaixo, verá que o elogiei ao receber o título de imortal como cordelista. Esperava apenas e ainda uma resposta convincente sobre a crítica que fiz da falta de uma grande obra desta gestão para a cultura do Estado. Ou sobre a situação da Cidade da Criança. Ou mesmo quando será lançada a próxima Preá, que seria bimestral. Fica por isso mesmo.

Comentários

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  1. Anonymous 31 de janeiro de 2011 9:55

    Vejam o que Crispiniano disse em 13 de fevereiro de 2007 (Fonte: http://grandeponto.blogspot.com/2007/02/entrevista-com-crispiniano-neto.html)

    “Se fosse da cota pessoal da governadora, mesmo ela não tendo nenhuma restrição contra meu nome, a governadora já teria nomeado Isaura, que vinha fazendo um bom trabalho. A discussão é política, não é de mérito ou competência. Eu e Isaura temos uma longa amizade, já fizemos várias parcerias na área cultural. Bom seria se tivesse ficado os dois.” –

    Crispiniano Neto

    Fonte: http://grandeponto.blogspot.com/2007/02/entrevista-com-crispiniano-neto.html

    Vejam que mudança de atitude
    no começo ele a Isaura elogiou
    e agora se demonstra assim tão rude
    foi ele ou Isaura quem mudou?
    agora que se sente ameaçado
    insinua ter um dossiê guardado
    se tem, por que ainda não o mostrou?

    Jacinto Alegria (axila@r7.com)

  2. Adriana Amorim 12 de agosto de 2008 17:55

    Droooga! Perdi de ler ‘o ataque de vilar’, já que a coluna de Crispiniano foi atualizada. Muito conveniente para ele não ter um histórico de postagens. Se eu fosse você, guardaria (se já não o fez) as críticas do gestor e ainda as publicaria por aqui!!

    ahhh.. Gostei da resposta! falou bonito e ainda se autopromoveu! kkk..

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