Ressaca brasileira (eleição presidencial)

Amigos e amigas:

Sobre os resultados da eleição presidencial chilena, já manifestei meu receio de pinochetização lá e aqui (os tucanos fascinados com a derrota do situacionismo no Chile).

Quero acrescentar que sinto falta de projetos pós-Lula entre os pré-candidatos brasileiros. Dilma evoca a continuidade com a coerência de candidata da situação. O que Serra e Marina (mais Ciro, fantasmagórico) apresentam de alternativo mesmo? As discussões até agora denunciam corrupções (parece Dorival Caymi: “Quem inventou o amor não fui eu nem ninguém”), questão importante mas perigosamente abstrata: nenhum candidato defenderá uma plataforma explícita pró-corrupção enquanto a política for política.

Fui aluno de Maurício Tragtenberg, sociólogo. Ele caracterizava eleições como disputas por privilégios e monopólios – orçamentos e cargos.

“É doloroso mas infelizmente é a verdade.” (“Caprichos do destino”, de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, gravação clássica de Orlando Silva). Resta torcer pelos usos menos piores(perdão, Camões) desses monopólios e privilégios.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

ao topo