Ressurreição

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O dia ferido esvai-se em sangue
Bichos vítreos quietos atemorizados
O manto negro que desce as serras
Cobre o corpo belo, ensanguentado

A casinha reveste-se de ouro
Lamparina destemida, invencível
Sombras tremulam como gigantes
Resistem ao sufocamento horrível

Reverbera um horizonte em lâminas
Espadas flamejantes rasgam nuvens
Alegram-se árvores, a planície cheira

Espalham-se bichos pelas florestas
Brincam as crianças nas ribanceiras
O dia renasce, em graça se manifesta.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Olavo Saldanha 8 de outubro de 2013 7:55

    Danclads, Livio, prf Marcos muito grato pelas palavras. As análises são como a plaina, nos permite aprumar o cedro.

  2. Marcos Silva 7 de outubro de 2013 6:57

    A idéia de contrastar medo e beleza é boa. A escrita inclui excesso de adjetivos. Danclads tem razão quanto às imagens. Sinto falta de maior trabalho no vocabulário. O desfecho com as crianças oferece uma certeza que os versos anteriores superavam.

  3. Lívio Oliveira 6 de outubro de 2013 16:54

    Bonito.

  4. Danclads Andrade 5 de outubro de 2013 17:49

    Olavo, seu poema tem imagética; ele lança o leitor no campo fértil e belo da imaginação.

    Este poema também me remeteu a um de Augusto dos Anjos: A Vitória do Espírito.

    Magnífico, poeta!

    Abraço

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