Retalhos

retalhos

Hoje… Só a boca fala,
Só o acaso resume
Sobras de alguma alegria.
“Pedaços de partes perdidas”

Hoje, talvez, as feridas,
Feito um cão, dando lambidas,
Procurando, talvez, sará-las,
“Diminuí-las”… Curá-las.

Retraços deixaram traços,
“Fizeram-se marcas vividas”
Em páginas de minha vida
Tenho um olhar bem marcado,

Manchas que a água não lava
Que nada consegue por luz.
“São sobras de tanta ausência”,
São noites pra sempre perdidas,

Lágrimas gravadas no pano,
Pedaços de tantos sonhos,
Olhar perdido no verde,
Retalhos da minha vida.

Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 23 de março de 2011 19:47

    Livio, meu lindo, qual é a música? Rs… Então fique à vontade, crie a música e abuse da letra… Rs

    Sabe, Livio, escrevo, apenas escrevo e costumo dizer (aqui entre os meus) que vomito o que sinto. Mas, acredite não tenho nenhuma pretensão de concorrência, afins e tais.

    Comecei a fazer isso ainda menina, aos 13 anos. Penso que algumas pessoas, incluindo-me, sentem uma necessidade de dizer dos sentimentos ou dos sentidos sentimentos. Sei que o que escrevo é verdadeiro, sentido, sorvido (e existem pessoas que sabem disso).(…)

    Com o SP, compartilho, enquanto Tácito deixar… Rs… Mas, farisaísmo é um exercício que não pratico e se alguém gosta do que escrevo, fico tão felizzzzzzzzz…

    Abraço, querido. Dia desses te abraço de verdade.

  2. Lívio Oliveira 23 de março de 2011 18:51

    Ednar, achei bonito o seu poema. Daria bem uma canção.

  3. Anne Guimarães 23 de março de 2011 18:45

    Querida poeta…
    Como é bom encontrar companheiros na arte… na palavra então, vixe! é encontro sagrado.. .para guardar até o fim ou até o recomeço no céu.
    Gosto demais das suas poesias…do seu jeito singularmente simples e por isso mesmo alto de dizer aquilo que eu não consigo…ou que gostaria de ter escrito também. Realmente o tempo para os que escrevem pouco importa… só o que é essência, dor, paixão, desejo ou desilusão interessa. O choro do poeta é tão lindo quanto o sorriso que ele oferece quando ama em imensidão…e devoção.
    Parabéns, minha colega de letras com asas!!
    PS: Não sumirei…estou sempre feliz e triste, assim o verso vai ficando, se transformando…(re) nascendo.
    Abraços ternos.
    🙂

  4. Ednar Andrade 23 de março de 2011 18:34

    “… Saudade… O sal que tempera as distâncias”. (Ednar Andrade).

    Posso ler-te, querido, entender-te, até, se tivesses… Escrito em braille. Mesmo assim, conseguiria tatear tua saudade. Sei como é, sei no masculino.

    Sei de uma rede, sem a principal essência…

    Um beijo, querido, assim,,, Depositado bem dentro do seu coração. Respire fundo e receba o meu abraço.

    Todo poeta parece que é feito de saudade e de dor. É uma inevitável construção de sentimentos. Certa vez disse que para ser poeta preciso é sofrer; para sofrer necessário é ter sentimentos.

  5. Ednar Andrade 23 de março de 2011 18:24

    Pois é Anne, querida, poeta.

    Meus versos gris, como dizes tu (e sei que são), não são de hoje, eles têm cabelos brancos (Rs… Até mais que eu), alguns são de hoje, outros são de velhos tempos, antigas histórias. Mas, cá penso que a emoção não tem tempo, nem idade. Como já disse, são antigos, mas são sentimentos vividos, vivos e assim, sabes que o poeta conta a história, mas não diz o tempo.

    Um beijo para ti, querida.

    PS: Não fiques distante, parece que as mulheres daqui tiraram férias, sem data para voltar (rs) ou estão tão felizes que nem choram, nem poetam (rs), ainda bem.

    Abraço, Anne.

  6. Oreny Júnior 23 de março de 2011 18:08

    Ednar
    Seus retalhos são meus retalhos, colchas de chenille postas na cama sem a principal essência: corpo e alma, somente saudade…
    Abs

  7. Anne Guimarães 23 de março de 2011 9:50

    Tristemente belo, Ednar…
    Uma dor minha – vorazmente vivida há algum tempo – foi traduzida em alguns dos seus versos gris.
    Adorei….
    Pelo menos para algo alto a dor nos vale tanto:
    para a construção de poemas como esse, intenso.
    Beijo n’alma.
    🙂

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