Retrato do apocalipse


Triste as imagens do Haiti mostradas agora pelo Jornal da Globo. Se fala em mais de 100 mil mortos. Falta energia, água, comida, habitação e força de trabalho. Pessoas vagam soltas pela rua. Mais de 7 mil mortos já foram interrados sem identificação, em valas comuns. A reclamação recai na demora da ajuda internacional. E quando chegam suprimentos há violência, cenas animalescas de famintos em busca de migalhas de comida. Me lembrou a situação dos refugiados em Leningrado, durante a 2ª Grande Guerra. Histórias fantásticas de resgate e tragédia são contadas. Milhares de roteiros incríveis para contar os dias de apocalipse.

Uma repórter da Globo foi indagada em como correspondentes internacionais têm feito para se manterem no local carente de tudo. Ela contou que foram orientados a levarem água e alguma coisa para comer, mas comovida pela situação dos haitianos em Porto Príncipe, doou muito do que levou. As cenas de pessoas andando pelas ruas em meio aos cadávares estirados sem sequer olhar para os lados, somente com as mãos no nariz para amenizar o mal-cheiro impressiona, emociona. Parece a mostra de um caos, uma tragédia que tem mobilizado a maior ajuda internacional da chamada Era Moderna.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

8 + três =

ao topo