Retrospectiva do ano que vem

Por Gilberto Maringoni, no sítio Carta Maior:
VIA BLOG DO MIRO

Retrospectiva de ano velho todo mundo faz.

Qualquer Zé Mané, munido de laptop e algum tirocínio faz a lista do que bombou no ano que passou.

Não vamos cair nessa.

Vamos olhar para a frente.

2011 já era.

O que interessa agora é fazer o balanço de 2012!

Companheiros e companheiras: num esforço desmesurado e avantajado de estimativas científicas, reportagem investigativa, clarevidência e calúnias, apresentamos aqui nossas previsões para o ano que vai chegar (se tudo der certo).

Atenção! Lá vai, mês a mês:

1. Janeiro – A presidenta Dilma dá continuidade à faxina ministerial. Resolve demitir a dupla instalada na Fazenda e no Banco Central, os impagáveis Mantega & Tombini. Motivo: conseguiram antecipar a chegada da crise mundial em pelo menos um ano ao fazerem no primeiro semestre de 2011 a opção preferencial pelos bancos. Aumentaram cinco vezes os juros, impuseram cortes orçamentários de R$ 50 bilhões e elevaram em R$ 10 bilhões o superávit primário. Conquistaram a proeza de zerar o crescimento do PIB no terceiro trimestre. Mantega saiu dizendo que nada está provado contra ele e Tombini alegou que está tudo tranqüilo. Bradesco, Itaú e Santander decidem homenagear ambos como as mães do ano.

– Numa decisão que pode mudar a conjuntura, o PT aprova uma nota apoiando todas as gestões e iniciativas destinadas à instalação da CPI da privataria tucana.

2. Fevereiro – A Globo, a Veja, a Folha de S. Paulo e o Estadão, contrariados com o patrocínio do carnaval combinam entre si nada noticiar sobre a realização da festa. Os Marinho e os Civita asseguram que com o silêncio da mídia, ninguém saberá que o tríduo momesco acontecerá e a vida seguirá normalmente. Estão entusiasmados com a idéia. Não conseguimos ainda antever o desfecho da história;

3. Março – Boni lança novo livro, no qual confessa ter manipulado a decisão da Copa de 1950 em favor do Uruguai. A CBF entra com processo contra a FIFA e Joseph Blatter decide tirar a copa do Brasil e realizá-la em sua casa. O BNDES já garantiu recursos;

4. Abril – Nicholas Sarkozy anuncia o fim de seu casamento com Carla Bruni e assume um relacionamento sério com Angela Merkel. Não se casarão de papel passado, mas farão uma união aduaneira. Mas não conseguem marcar a lua de mel em um paraíso fiscal porque ninguém aceita receber em euros;

5. Maio – O premiê grego Lucas Papademos decide cortar todos os salários do funcionalismo público grego por tempo indeterminado, privatizar o fornecimento de ar à população e demolir a Partenon para a construção de um shopping de alto luxo. Ao ser questionado se isso não levaria seu país à ruína, respondeu: “As ruínas são a principal fonte de turismo na Grécia. Quanto mais tivermos, mais lucraremos e poderemos recuperar a economia”;

6. Junho – Merval Pereira ganha o Nobel de literatura com nova coletânea de artigos. No discurso de agradecimento, afirma que fará uma guinada em sua carreira e não escreverá mais ficção;

7. Julho – Depois de pressionado pelo PMDB, o STF decide revogar a lei da gravidade em todo o território nacional. A alegação é de inconstitucionalidade, uma vez que mais ministros do partido seguem caindo sem motivação aparente;

– Em entrevista coletiva, a executiva nacional do PT diz que, por questões da pauta legislativa, que não depende da ação partidária, a CPI da privataria é favas contadas. Mas ficará para depois do recesso parlamentar.

8. Agosto – Amaury Ribeiro Jr. lança a Privataria Tucana II, no qual revela que o dinheiro utilizado na compra de votos para a reeleição teria ido parar em uma empresa offshore de propriedade de Verônica Serra. FHC reage com nota indignada, alegando que as aquisições foram feitas com dinheiro ganho honestamente;

9. Setembro – EUA invadem Irã, Síria e o Butão. Diante das acusações internacionais, Barack Obama argumenta que suas tropas, ao saírem do Iraque, estavam meio de bobeira no caminho de volta. Aí resolveram gastar a munição que sobrou para não pagarem peso excedente na viagem. A Casa Branca divulgou nota afirmando que em nove anos tudo estará resolvido;

10. Outubro – O Banco Central Europeu, o FMI e o casal Merkel Sarkozy chegam a um diagnóstico para resolver a crise grega. Em entrevista coletiva dizem que o povo do país é incapaz de solucionar os problemas e ordenam sua imediata destituição. Buscarão em seguida encontrar no mercado um povo a altura das graves responsabilidades da hora presente;

11. Novembro – Em decisão inovadora, após visita de dirigentes do PMDB, o STF decide descriminalizar a maconha, a prevaricação, o nepotismo, o tráfico de influência e a corrupção. Vários empresários e autoridades respiram aliviados. Um deles declara: “Puxa, não aguentava mais ter de fumar meu baseado escondido”…

12. Dezembro – Descontentes com a marcha dos acontecimentos, a Globo, a Veja, a Folha de S. Paulo e o Estadão decidem silenciar sobre o fato de que o Natal se realizaria neste mês. Não se conseguiu prever o resultado da articulação. Mas Lucia Hippolito tuitará: “Ninguém pode com a imprensa livre!”

– O PT diz que está tudo pronto para a CPI da privataria. Só lembra que as coisas não podem ser decididas de afogadilho, é preciso um debate democrático, plural e transparente sobre o tema. Mas de 2013 não passa!

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