Revista Continente

TC

Recebi há pouco, por e-mail, capa e sumário da revista Continente, editada em Recife. Uma ótima revista e que já circula há dez anos. Quando foi lançada, o editor Mário Hélio esteve aqui em Natal e fui com ele à mídia para divulgá-la. Não tenho certeza, mas parece-me que é editada com recursos públicos, via lei de incentivo à cultura, pelo menos era, não sei a situação atual. Se for mesmo editada através de lei de incentivo, seria justo que os textos recentes fossem disponibilizados na versão online da publicação. Estão disponíveis as edições até 2007. Não concordo com esse fechamento de conteúdo, mesmo parcial (independente se é uma publicação com recursos públicos ou privados), acho uma decisão antiquada e que vai de encontro ao espírito da internet.

Comments

There are 10 comments for this article
  1. Alex de Souza
    Alex de Souza 12 de Março de 2012 18:33

    Na verdade, Tácito, a Continente é um produto da Companhia Editora de Pernambuco, órgão público responsável pela imprensa oficial daquele estado. Durante alguns anos, quando ainda me interessava pelo tal jornalismo cultural, fui assinante desta revista, de conteúdo excepcional – apesar do justificável pernambucocentrismo. Concordo com você, se entra dinheiro público na biboca, tem liberar acesso público geral.

  2. João da Mata
    João da Mata 12 de Março de 2012 20:09

    Gosto muito dessa Revista e gosto muito que ela tenha completado dez anos de existencia. De Pernambuco para o mundo, sim. Pernambuco é bairrista , mas tem uma cultura forte. A revista espelha isso.
    Muita jente boa de Pernambuco e do mundo escrevem nessa Revista. Bem diagramada e com matérias com um bom conteúdo cultural. Uma das melhores Revistas de Cultura do Brasil. Como sabemos, essas revistas possuem vida curta. Gostaria que ela dilogasse mais com as culturas perifericas. Com o NE. de um modo geral. Ja vi matérias que so olham para o umbigo, quando de lado tem coisas parecidas ou melhores.
    Que a Continente tenha vida longa. Sou assinante desde o primeiro numero. O Mário Helio é um grande amante do livro e tem uma bela biblioteca. Editar tambem precisa disso. Saudades do meu amigo Alberto da Cunha Melo que escrevia nessa revista de forma tão primorosa. Minhas saudades do poeta de Yacala que nesse ano estaria completando setenta Anos .

  3. Fernando Monteiro 12 de Março de 2012 21:47

    Tácito amigo:

    Como colaborador (com muita honra) simultaneamente deste SUBSTANTIVO e também da revista “Continente”, esclareço
    sobre esta: a revista é publicada pela CEPE – Companhia
    Editora de Pernambuco — que é uma empresa de economia
    mista. Não há recursos de lei de incentivo etc, na produção
    da “Continente” — bravamente levada adiante pela CEPE.
    Acho (sem qualquer traço de bairrismo etc) que se trata
    da melhor publicação brasileira de cultura, junto com a
    revista “Piauí”, dos irmãos Salles (IMS)… Não acrescento
    aqui a “Bravo!” pois esta — dentro da redação da Abril —
    perdeu estatura, conteúdo e caminho, apesar de ter sido
    a revista que sinalizou um formato para todas as que
    vieram depois dela (como a “Continente” e a “Piauí),
    naquela sua PRIMEIRA FASE, ainda na Editora D’Ávila, e tendo
    como diretor de redação o talentosíssimo Wagner Carelli.
    Tive também a honra de ser colaborador da “Bravo”,
    nessa sua boa — e inesquecível — fase inicial, até ser infelizmente
    negociada com a Abril, pelo seu proprietário…

  4. Jóis Alberto 13 de Março de 2012 13:01

    Já li alguns exemplares da revista “Continente” e gostei. Considero que os números antigos – passados pelo menos dois meses da edição do mês, ou como se dizia antigamente, da ‘edição nas bancas’ – dessa ou qualquer outra revista deveriam ser disponibilizados na versão on line das publicações. Respeito as opiniões e gostos pessoais aqui veiculados, mas a minha preferência é para a revista “Cult”, que faz o melhor jornalismo cultural brasileiro da atualidade. No RN, gosto do caderno “Viver” do jornal “Tribuna do Norte” e, às vezes, de algumas matérias do “Novo Jornal” e do “Diário de Natal”. Sinto saudades da “Brouhaha”, a publicação de nome pra lá de polêmico, mas que teve um dos conteúdos mais inovadores em termos de arte e cultura local. Sinto saudades também da “Preá”, editada por Tácito Costa, na inovadora gestão de François Silvestre, que, com Dácio Galvão, está entre os melhores dirigentes culturais do Rio Grande do Norte. Não tive ainda oportunidade de ler nenhuma “Preá” editada na atualidade e nada posso comentar.

  5. Jóis Alberto 13 de Março de 2012 13:26

    Sim, merece registro também o excelente trabalho da revista “Solto na cidade”, que como guia cultural e pelo formato da publicação, edita textos mais curtos, porém não menos importantes. Essa revista tem o grande mérito de ter sido, até agora, a única publicação de jornalismo cultural natalense a conseguir viabilizar o mais difícil: o departamento comercial. Consegue atrair com competência – e ética, acredito – vários anúncios publicitários, num excelente trabalho de edição liderado pela jornalista Anne Caroline Medeiros, que é uma pessoa que não conheço pessoalmente, não devo favores e estou elogiando só pelo fato de a revista ser bem editada e exemplo para outros jornalistas da área cultural.

  6. Tácito Costa
    Tácito Costa 13 de Março de 2012 14:17

    Bem lembrado Jois. Gosto muito da “Solto”. O trabalho de Anne é admirável. Temos o link dela em nossa lista de preferidos.

  7. Tácito Costa
    Tácito Costa 13 de Março de 2012 14:20

    Jois, você não citou o jornal Rascunho, na minha opinião o melhor veículo sobre literatura no Brasil. O pessoal do Paraná não brinca em serviço, lembro que eles tinham lá um outro jornal excelente chamado “Nicolau”, bancado pelo Governo do Estado, se não me falha a memória.

  8. Alex de Souza 13 de Março de 2012 14:22

    Jóis, a Preá versão 2012, aos cuidados de Mário Ivo Cavalcanti, tá bem bacana, não devendo nada aos bons tempos em que Tácito esteve à frente da publicação.

    O problema dessa nova encarnação da Preá é, nas divertidas palavras de Léo Sodré, ser que nem cabelo de freira: todo mundo sabe que existe, mas quase ninguém viu.

  9. Jóis Alberto 13 de Março de 2012 20:10

    Concordo plenamente com você, Tácito! O jornal “Rascunho” é excelente. Não me lembro se cheguei a conhecer algum exemplar do “Nicolau”, estou na dúvida se eu vi um exemplar em biblioteca pública, etc, mas me lembro de como a publicação era elogiada e serviu de modelo para outros. A Imprensa Oficial de São Paulo tem um excelente trabalho na edição de livros, parece que edita ou editava um jornal cultural – este, me lembro, vi em biblioteca da UFRN. A nossa Imprensa Oficial que já editou, nos anos 70 e início dos anos 80, o pioneiro “Contexto”, edita o suplemento “nós, do RN” que teve sua melhor fase quando era editado pelo competente Miranda Sá, que, independente de questões políticas – ele é muito crítico do governo Lula e do PT – considero um excelente profissional, mas isso é outra história…

  10. Jóis Alberto 13 de Março de 2012 20:19

    Não duvido, Alex, que a Preá 2012 esteja sendo bem editada, porque Mário Ivo Cavalcanti é competente e muito talentoso.

    Uma maneira de a publicação ser vista por um maior número de leitores é colocá-la, em boa quantidade, em bibliotecas públicas e de universidades, por exemplo. Não ficar restrita, apenas, às mãos das pessoas ligadas ao atual governo, como correligionários, amigos, etc, se é que tem tanta gente assim, no DEM e partidos coligados que estão no poder no governo do RN, de interessados na boa arte e cultura daqui, de outros lugares e épocas.

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