Ribeira das Artes


Cheguei há pouco do Ribeira das Artes. O projeto voltou bacana. O Governo do Estado deu uma bola dentro. Talvez pela pouca divulgação tenha dado tão pouca gente. A foto acima, de Evaldo Gomes, é do ano passado.

Os artesanatos e antiquários à mostra são muito bonitos. Fiquei apenas para a apresentação do instrumental de sopros. Ainda viriam Macaxeira Jazz, Isaque Galvão e outros.

Enquanto assistia, Assis Marinho pintava um retrato meu. Perguntei quanto era e ele disse para eu dar o que achasse por bem. Insisti e ele pediu R$ 20. Paguei. Assis disse: “Guarde a tela, porque quando eu morrer vai valer uma fortuna”.

No sebo Catalivros, de Jácio e Vera, ainda comprei Ana Karênina, de Tolstoi, por R$ 10. Já conhecia a primeira frase do livro: o início dos mais bonitos da literatura clássica: “Todas as famílias felizes são parecidas entre si. As infelizes são infelizes cada uma a sua maneira”.

O sol estava brando. O clima estava ventilado; o clima era convidativo. Não consigo identificar razões para o vazio. Nos shoppings é difícil até estacionar.

É esse o exemplo dado pela sociedade ao poder público no incentivo a outros projetos como o Domingo na Praça e outros similares. É a cultura fastfood sempre mais em conta.

Comentários

Seja o primeiro a comentar
  1. Vivane 29 de julho de 2009 9:50

    Sérgio, so uma correção. Não sei de onde tiraram essa historia do macaxeira jazz aí, eles estão aqui pela Europa, e fizeram show em viena nesse mesmo dia, hehe.
    beijos

  2. DoSol Records 27 de julho de 2009 11:17

    não teve muita divulgação,se tivesse o povo ia…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo