Rita Lee: “Penso em abrir uma igreja”

Monica Bergamo
Folha de São Paulo

Recuperada do rompimento de um tendão do ombro que adiou os shows que faria em outubro passado, Rita Lee se apresenta enfim em SP, na sexta e no sábado, no palco do Credicard Hall. Em entrevista à coluna, por e-mail, Rita se irrita com “as mesmas bundas de sempre” do “BBB”. Sobre as eleições de 2010, diz: “Querida, vamos bocejar juntas?”

FOLHA – Acompanha o “BBB”?
RITA LEE – Às vezes, zapeando, vejo alguma coisa. As mesmas bundas de sempre, os mesmos silicones, os mesmos bíceps, as mesmas briguinhas… Chato pra caramba.

FOLHA – A cantora Madonna veio ao Brasil e recolheu em doações, no mínimo, US$ 10 milhões para a sua ONG. Mas as entidades visitadas por ela reclamam que não viram a cor desse dinheiro…
RITA – Putz, desconfio de artistas que carregam suas plataformas ideológicas por onde vão. Mas confesso que estou pensando em abrir uma igreja.

FOLHA – Em São Paulo, até as vaquinhas da Cow Parade espalhadas pela cidade estão sofrendo com as chuvas. E você, já foi prejudicada pelas enchentes?
RITA – Meus três jabutis ficaram apavorados com tanta chuva. Já minhas quatro tartarugas-d’água acharam o máximo.

FOLHA – Quem foi a maior revelação do ano passado para você? E quem foi a maior perda?
RITA – Maior perda, sem dúvida, foi Michael Jackson. Maior revelação foi minha neta cantando “Bad” no telefone.

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