[ROCK PROGRESSIVO] Anos 1960: Proto-Prog

Dentre todos, o Rock Progressivo é, provavelmente, o estilo mais eclético e abrangente dentro do rock e talvez da música contemporânea. Vamos abordar as principais vertentes do estilo e fazer um passeio pela sua história. Como começou e se desenvolveu, desde os primórdios quando ainda não havia uma definição do estilo propriamente, até os dias atuais. Citaremos os subgêneros mais importantes e suas definições e publicaremos 20 playlists no Spotify para mostrar um pouco desse gênero tão difundido e importante no rock.

O termo Rock Progressivo foi cunhado no início dos anos 70 pela simples necessidade de designar aquela música tão produtiva e frutífera que já vinha dando as caras desde os anos 60, quando toda uma juventude hippie estava começando a desejar uma música com mais complexidade e temas de maior profundidade e reflexão.

O Prog Rock, como é mais conhecido, foi uma iniciativa de músicos britânicos, numa tentativa de mostrar que era possível alavancar o rock a um patamar mais alto, em busca de uma maior credibilidade artística por assim dizer e preencher, assim, essa lacuna. Embora esse movimento tenha se desenvolvido simultaneamente nos EUA e em outros países como uma tendência natural dos músicos de rock da época, empenhados em explorar novos caminhos e alimentados pela movimento da Contracultura.

O Prog evoluiu a partir do rock psicodélico e lisérgico, além das bandas de Acid Rock e Jam Bands e não se ateve ao rock padrão de estruturas mais básicas, rompendo barreiras e mesclando todo o tipo possível de influências musicais, artísticas e literárias. Tornou-se usual adicionar instrumentos de sopro, cordas, mellotrons, sintetizadores e outros e também sempre esteve à frente no uso de novas tecnologias.

A estrutura rítmica era livre, assimilando assim as tradições de improvisação do Jazz e do Acid Rock, explorando formas complexas diferentes do 4×4, fugindo assim do lugar comum. Faixas longas, suítes e temáticas conceituais. Teatralidades, harmonias atonais, texturas e camadas sobrepostas são apenas algumas das características marcantes do estilo.

A temática das letras, na grande maioria das bandas também tem uma importância crucial, variando de temas épicos a literatura clássica, folclore, metafísica, fantasia, crítica social, misticismo ou simplesmente poesia. Alguns grupos tendo membros exclusivos para desenvolver suas letras. Consequentemente, a ambição do estilo incorporou todo um conceito artístico que precisou ser explorado e mostrado como um todo, não apenas musicalmente mas também visualmente.

As capas belíssimas, verdadeiras obras de arte. Os shows grandiosos, muitos com cenários rebuscados e performances teatrais. Tudo para mostrar que o rock já não era mais coisa de adolescente e sim uma expressão artística completa e atemporal.

Com o passar do tempo, naturalmente, os subgêneros foram surgindo, o que era de se esperar pois o estilo sempre se permitiu a diversificação musical. O Prog Rock é frequentemente confundido com o Art Rock. Os dois são estilos que trazem semelhanças sim e se entrelaçam entre si, e muitos consideram o Art Rock como um subgênero do Progressivo. Apesar de terem se desenvolvido em períodos próximos e, inicialmente, o Prog Rock tender a ser mais sinfônico, técnico e melódico que o Art Rock que era mais vanguardista e experimental, essas mesmas características acabaram tornando-se marcantes no Prog Rock.

Obviamente há muita polêmica sobre os subgêneros, fãs e críticos estão em constante discussão a esse respeito. Alguns estilos são reconhecidos como absolutos como o Symphonic Prog, o Prog Metal ou o Prog Folk, outros determinam um estilo especifico de regiões como o Canterbury Scene e o Krautrock ou de uma época como o Neo Prog, outros geram mais controvérsias como o Eclectic Prog, o Crossover Prog ou mesmo o Math Rock.

O site Prog Archives, talvez a fonte mais completa sobre o estilo, cita um subgênero chamado Proto-Prog para designar o início do Rock Progressivo, supondo que o estilo ainda não estava completamente desenvolvido até 1969. Partindo desse pressuposto, serão publicadas 20 playlists no Spotify com 50 a 100 músicas em cada uma delas, explorando subgêneros, períodos e ou tendências, conforme lista abaixo.

1. Anos 60: Proto-Prog
2. Symphonic Prog
3. Canterbury Scene
4. Psychedelic Space Rock
5. Prog Folk
6. Art Rock
7. Electronic Prog
8. Krautrock
9. Italyan Prog Rock
10. Jazz Rock Fusion
11. Avant Prog
12. Indo Prog – Raga Rock
13. Heavy Prog
14. Ecletic Prog
15. Crossover Prog
16. Neo Prog
17. Prog Metal
18. Experimental Post Metal
19. Tech-Extreme Prog Metal
20.   Post Rock – Math Rock

Anos 1960: Proto-Prog


As músicas dessa playlist foram todas lançadas na década de 60, muitas das bandas aqui não são, necessariamente, bandas consideradas de Rock Progressivo, mas continham elementos que definiriam o gênero posteriormente ou influenciariam muitas bandas na sua construção artística. Algumas dessas bandas evoluíram para o que viria a ser o Rock Progressivo, como o Yes, Pink Floyd, King Crimson, etc. A intenção é mostrar os elementos do Prog presentes nessas canções antes do estilo estar totalmente consolidado no início dos anos 70 e do termo Rock Progressivo começar a ser amplamente usado pela crítica, fãs e indústria musical.

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