[ROCK PROGRESSIVO] Symphonic Prog

Essa é a segunda playlist sobre Rock Progressivo. Com 100 músicas desse subgênero que acredito ter o maior número de bandas no progressivo e também ser o mais conhecido. O Symphonic é, na minha opinião, um dos três mais importantes subgêneros do Prog, ao lado do Psychedelic Space Rock e do Prog Folk que foram os primeiros que surgiram e consolidaram-se.

O disco que moldou ou direcionou, por assim dizer, o rock progressivo no final dos anos 60 foi o In The Court Of The Crimson King, do King Crimson, lançado em 1969. Esse primeiro excepcional trabalho era um álbum basicamente sinfônico. Na época, o termo Rock Progressivo não existia ainda e algumas das primeiras bandas clássicas do gênero tinham músicas com elementos de Progressivo Sinfônico e eram chamadas de Rock Sinfônico e a abordagem do King Crimson fez com que muitas delas enxergassem um caminho em comum.

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Apesar disso, o King Crimson enveredou para um lado mais experimental, enquanto que o Yes, Genesis, Camel e Emerson, Lake and Palmer (ELP) capitanearam o Progressivo Sinfônico e moldaram-no com essas características. Os fãs costumam confundir esse subgênero com o próprio Rock Progressivo, exatamente porque as bandas mais conhecidas da época seguiram essa trilha.

Suecos do Opeth estão entre as principais bandas no ressurgiento do symphonic prog, nos 90s.

Ávidos por desenvolver o seu potencial, os pioneiros foram bastante prolíficos no início dos anos 70, lançando alguns dos melhores álbuns do Progressivo até hoje. O estilo esteve em alta durante os anos 70, além das bandas já citadas, Renaissance, Grobschnitt, Focus, Novalis, Anyone´s Daughter, Triumvirat e muitas outras você ouve nessa playlist. Bandas de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, difundiram o Symphonic Prog ano após ano.

Houve um desinteresse do público pelo Prog durante os anos 80 e um ressurgimento a partir dos anos 90, liderado pela Suécia com bandas como Anglagard, Pain of Salvation, Opeth, Anekdoten, The Flower Kings e muitas outras. Roine Stolt, guitarrista, cantor e compositor teve um grande papel, tornando-se um dos grandes gênios do Prog. Ele começou em 1974, com 17 anos no Kaipa, na época uma das melhores bandas escandinavas, saiu em 79 e nos anos 90, além do The Flower Kings tocou nos suecos Karmakanic, Agents of Mercy, Swedish Family, na inglesa The Tangent e no supergrupo Transatlantic, ao lado do Neal Morse do Spock´s Beard, outro expoente americano do Symphonic, Mike Portnoy ex-Dream Theater e Pete Trewavas do Marillion e lançou um álbum excelente em 2016 com Jon Anderson do Yes. Outras bandas mais novas e importantes do subgênero presentes nessa playlist são Karfagen, Wobbler, Citizen Cain, Magic Pie. Ainda hoje, o Symphonic Prog continua sendo o subgênero com maior número de bandas.

Playlist Symphonic Prog

Nessa playlist temos 100 bandas diferentes abrangendo todos os períodos até hoje e suas características principais e mais marcantes são, justamente, as que definiram o rock progressivo como um todo no início e ainda hoje:

1.       Os teclados, sintetizadores, efeitos e a tecnologia têm um papel bastante significativo e talvez primordial;
2.       Assinaturas de andamento complexas ou pouco usuais além do 4×4 da música popular;
3.       Letras mais profundas, temas metafísicos, fantásticos, de ficção científica, poesia, literatura e de cunho sociopolítico;
4.       Uma abordagem de distanciamento do apelo comercial da música pop;
5.       Canções mais longas que o comum, temas e álbuns conceituais;
6.       Um mix de elementos variados de gêneros distintos.
7.       Uma valorização da técnica aprimorada nas execuções de cada músico;
8.       Nesse subgênero específico, como característica mais peculiar, há a influência de temas orquestrados, sinfônicos, música clássica e o uso de temas e estruturas mais rebuscadas e complexas.

Representando o Brasil no Symphonic temos O Terço, Recordando O Vale das Maças, Blezqi Zatsaz, Caravela Escarlate, Quaterna Requiem, Sagrado Coração da Terra, Bacamarte, Trem do Futuro e outros. O disco Depois do Fim, lançado em 1983 pelo Bacamarte, que trazia Jane Duboc nos vocais, é considerado por muitos como um dos melhores, senão o melhor álbum do Progressivo brasileiro e nessa playlist temos uma pequena mostra do som fantástico do Bacamarte com a canção Último Entardecer.

Ouça sem moderação.

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