Rodrigo Bico pede exoneração do cargo de diretor da Fundação José Augusto

O diretor geral da Fundação Zé Gugu, Rodrigo Bico, e sua adjunta, Larissa Costa, pediram exoneração do cargo agora há pouco. A informação parte do blog da jornalista Anna Ruth. A decisão teria sido tomada durante reunião do grupo “Avante PT”, uma corrente da qual a senadora faz parte.

Como já foi noticiado, a senadora Fátima Bezerra entregou os cargos que possuía no governo Robinson Faria, sendo eles os da Fundação e a da Secretaria de Agricultura e Pesca. No entanto, o PT permanece no governo. Então, teoricamente o deputado Fernando Mineiro pode indicar o substituto de Bico.

Ainda segundo o blog de Anna Ruth, o coordenador do Avante PT, Adriano Gadelha, disse que havia um descontentamento do grupo ligado à senadora. “Essas pessoas tinham dificuldades em poder dar conta da gestão na situação em que está e por isso devolveu os cargos ao partido”, comentou Adriano Gadelha. Mas não seria o contrário? Aquela situação que sabe que vai ser exonerado e pede exoneração para ficar melhor na fita.

Há muito que fontes seguras do Governo confirmam que já há uns bons meses o governador – e a primeira dama, Juliane Faria – estava extremamente insatisfeito com a gestão de Bico. Eu mesmo apostava ser questão de tempo sua exoneração, independentemente da posição da senadora.

Lembro bem no processo que culminou com o nome de Rodrigo Bico à Fundação. Era Mineiro que indicaria o nome. Mas na falta de alguém com o perfil cultural dentro de sua base, optou-se pelo nome de um jovem com perfil desejado pelo governador Robinson e que, embora da base de Fátima, não tivesse seu nome tão atrelado ao da senadora.

Portanto, fica a seguinte incógnita no momento: Mineiro irá ocupar o cargo deixado por Fátima na Fundação? Se sim, quem seria, então, o nome? Há diversos artistas e produtores competentes muito ligados à pessoa de Mineiro, sem vínculo político, que poderiam ocupar, mas já à época negaram interesse, a exemplo de Anderson Foca.

E de cá, tenho minha opinião: a má gestão na FJA, de hoje ou de ontem, não é culpa do PT. A gestão de Crispiniano atravessou uma fase tumultuada de início de uma política de editais ainda desconhecida, afora a falta de apoio governamental de Wilma de Faria, que também influenciou.

E se a atual gestão de Bico pecou pela incompetência, há outros nomes no partido que podem figurar bem no posto, sem politicagem, sem intrigas preconceituosas, sem corporativismo. E seria de bom grado, para manter pelo menos o pouco que foi feito. Aguardemos, pois, tempos melhores.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 9 comentários para esta postagem
  1. Tyego Franklim 20 de outubro de 2015 14:03

    Saiu o Bico. Eu tinha até uma fezinha de que ele ia tentar desmantelar o feudalismo que tomou conta das instituições culturais do estado. Mas nada… saiu deixando a mesma gestão caduca que está ai desde sempre.

  2. Glessa Santana 20 de outubro de 2015 12:52

    Natal: esse eterno curral cultural em que quem sempre sai perdendo é a população. E certos artistas, é claro, que se não estiverem incluídos na ciranda precisam fugir para as colinas.

  3. Marcos da Câmara 20 de outubro de 2015 11:28

    Jornalismo tendencioso e desqualificante. A Fundação José Augusto se transformou numa instituição emperrada, “burrocratizada”, mofada mesmo! Uma instituição que impede um novo olhar, uma administração mais democrática, está acostumada à práticas do toma lá dá cá, troca de favores e política de balcão. Na tentativa de se ter alguém legitimamente que represente a classe, o governador vira as costas para quem o colocou no poder e age como todos os outros gestores anteriores, ele não é diferente de Rosalba ou de Wilma, trata o serviço público como privado, não aceita críticas e exonera ou provoca exoneração de quem não compactua com seus desejos de poder. Foi isso que aconteceu nesse caso, e no caso do delegado que criticou esse escândalo da segurança, assim também com a educação e será com qualquer um que contrarie o nobre gestor dessas terras potiguares. Toinho Silveira sai fortalecido porque reafirma a cultura do privilégio e da troca de favores, dos convescotes e da fanfarra travestida de apoio à cultura. Essa é a política do RN, a Cultura do RN, que sempre foi e se continuar assim, sempre será essa fazenda iluminada que não consagra nem desconsagra ninguém…

  4. Jose Jailton 20 de outubro de 2015 9:54

    Tudo bem que não teve muito bico no trombone, mas essa foto grear é pra desqualificar mesmo, levando em consideram que temos um Governo omisso na parte te cultura ele fez muito !

  5. EDNALDO MARTINS 20 de outubro de 2015 9:37

    A matéria já começa tendenciosa com a foto que foi postada, esse jornalismo local e provinciano……

  6. Anchieta Rolim 20 de outubro de 2015 6:38

    Quem assume cargos tipo esses daí, ou é muito forte ou é pau mandado. Quem manda , são os incompetentes do poder executivo. O resto é resto. Aqui no brazil, é e sempre será assim. Governantes de merda!!!

  7. paulo sarkis 19 de outubro de 2015 21:41

    Discordo da matéria. Bico lutava contra práticas coronelistas antigas na FJA. Longe de ser incompetente ele é um legítimo representante da classe, que procura ouvir os artistas e agentes da cultura, toma decisões com calma e tenta democratizar e dar segurança, e não apenas mídia, às ações pretendidas. Acho que Toinho Silveira sim, com suas megalobregomanias, deveria procurar seu nicho profissional usual, e deixar o teatro pra quem conhece. Sem contar o padre eterno que não larga o osso e propõe elitização e separativismo no serviço público. como se fosse sua própria casa.

  8. jorge lunar soares 19 de outubro de 2015 21:15

    A FJA, realmente, virou bico (de vez e literalmente); não trata-se, apenas, de mais um caso de incompetência, mas de inapetência, inexperiência e falta de preparo e melhor trato, colocando-se nela, mais uma vez, um punhado de aventureir@s e uns agora pançudos deslumbrados… os quais, saindo agora, não terão nada pra dizer, devendo buscar outros abrigos,
    Assim, guardadas ou jogadas foras as (des)proporções, somam-se, ou somavam-se, à boçalidade e à incompetência (de dar nojo) do imitador de calunista social que encastelou-se no combalido e falido Teatro Alberto Maranhão, de saudosa memória, agora na maloca!..

  9. Alex de Souza 19 de outubro de 2015 20:02

    Bico foi realmente muito incompetente, não conseguiu sequer tirar Toinho Silveira do Teatro Alberto Maranhão.

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