Roleta Russa

Quem de vocês participou
De uma roleta russa?

Um jogo de vida e morte
Que depende do azar

É invenção de louco
Maníaco e torturador

Primeiro coloca a bala
E depois gira o tambor

O único consolo de quem é da vez
É que não se sente dor

Quando um jogador fixa no outro
Estampa na retina todo seu pavor

Toda sua vida é resumida
Num instante de terror

Saibam que com a gente eles jogam
Esse jogo todo dia

E não se importam
Se cometem tirania

A diferença esta entre o tipo de arma
E munição

Ao invés de revolver
Usam palavras

Carregadas com mentira
Trapaça e difamação…

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 13 comments for this article
  1. Georja Queiroz 9 de Abril de 2012 18:00

    Conheço Anchieta Rolim, suas criticas políticas e inquietações. Esse poema me fez lembrar algo dito pelo genial Euclides da Cunha:” Este país é organicamente inviável. Deu o que podia dar: a escravidão, alguns atos de heroísmo amalucado, uma república hilariante e por fim o que aí está – a bandalheira sistematizada”.

    Anchieta Rolim, parabéns!

  2. Anchieta Rolim 10 de Abril de 2012 0:34

    Georja Queiroz, achei seu comentário melhor que o meu pobre poema. Obrigado! Um beijão.

  3. Anchieta Rolim 10 de Abril de 2012 9:46

    Jarbas, um comentário desse nível e vindo de você que tanto entende “dessa arte”, só me deixar mais seguro para continuar na estrada….Obrigado e um forte abraço!

    Ps.: Tácito meu amigo, tem como transferir esse comentário de Jarbas Martins pra minha pasta? não quero perder o registro. valeu!

  4. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 11:22

    DE JARBAS MARTINS:
    O que gostei na poesia de Anchieta Rolim foi essa característica de narrativa e fábula, que volta depois de uma longa hibernação na história dessa arte, que é mãe de todas as artes, como alguém já disse.Essa tendência, por sinal, acha-se presente na escritura de Anchieta Rolim, e na poesia de um sudestino como Rodrigo Garcia Lopes. Se não leram, leiam na Ilustríssima (Folha de São Paulo), de domingo, dois poemas desse desse RGL.Eles fazem parte de uma coletânea ( “Estúdio Realidade” ) a ser lançada pela editora Iluminuras. O Rodrigo pretende também publicar um romance policial. Esperemos só a bela narrativa poética desse cara, em formato de romance. Oxalá uma editora,aqui ou alhures, se interesse também pela fábula poética do nosso Anchieta. Parabéns, Anchieta.Você tem nome de um dos maiores poetas do Brasil.Quase todos os anos vou, com Irani, à praia de Itanhaém, litoral de São Paulo, pra fazer uma espécie de culto a esse poeta, que passou por la´.E viva a poesia que resiste a todas as forças ocultas que tentam, em vão, destruí-la.

  5. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:25

    DE JARBAS MARTINS:
    ” esse”, ‘desse”, desse”, “esse”… não tomem o uso repetitivo de pronomes, formas pronominais, artigos antes de nomes, no mais puro carioquês” etc (meu amigo Jóis Alberto, a quem muito respeito, já me chamou a atenção) como sinal de deboche ou desrespeito para com os poetas Rodrigo Garcia Lopes e Anchieta Rolim. é mau jeito,mesmo, no exercício de escrever, defeito, ah! se eu escrevesse como Fernando Monteiro ou Adriano de Sousa…mas se na minha idade, ainda não consegui, não vou conseguir nunca. me contentataria hoje em escrever solto, livre e satisfeito consigo mesmo, como Vicente Serejo. parabéns Anchieta Rolim, parabéns Rodrigo Garcia Lopes.

  6. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:26

    DE LARISSA GABRIELLE:
    Jarbas meu amigo,
    você precisa conhecer as imagens de Anchieta Rolim.
    Uns beijos.
    larigabi

  7. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:26

    DE JARBAS MARTINS:
    por enquanto, Larigabi (os pseudônimos mais bonitos que eu conheço são Larigabi e Carpinejar), só conheço as imagens literárias de Anchieta Rolim (que Pound chamava de fanopéia). que imagens são essas a que você se refere, Larigabi ? uns beijos (que forma linda de se enviar, beijo !!!) uns beijos, l a r i g a b i…

  8. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:27

    DE ANCHIETA ROLIM:
    Jarbas Martins, coloquei entre aspas as palavras “dessa arte” apenas para dar maior enfase ao agradecimento a respeito do seu comentário, de minha parte não tinha nem percebido esse erro gramatical, pois meu português é básico, sei também que um homem do seu nível não é de fazer deboche nem de desrespeitar ninguém. Te agradeço pela gentileza.

  9. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:27

    DE JARBAS MARTINS:
    gostei de ler seu comentário, LARIGABI, como ficou formatado. vejamos: o primeiro verso (Jarbas meu amigo.) não é uma forma protocolar e convencional, senão, teria uma canhestra vírgula, depois do meu nome.o último verso não é um verso – é uma palavra-valise. (minha mulher chamaria de “necessaire”). “uns beijos”, eu já disse: foi a forma mais bela que já vi por aqui de se enviar beijos. agora o segundo (“você precisa conhecer as imagens de Anchieta Rolim.”) tem um ritmo especial que só você inventaria. isto porque acham-se unidos, casadinhos, um prosaico octossílabo (“você precisa conhecer”) com um verso de nove sílabas (“as imagens de Anchieta Rolim”). o ritmo tornou-se largo e generoso como um abraço de mulher. uns beijos.

  10. Tácito Costa
    Tácito Costa 10 de Abril de 2012 22:28

    DE LARISSA GABRIELLE:
    Eu fiz tudo isso e nem percebi?!
    Mais uns beijos!
    LariGabi

  11. Pedro Fernandes 11 de Abril de 2012 12:05

    Há algo que me chama atenção na poesia de Anchieta Rolim. Não é o motivo, evidentemente, porque este não traz em si nenhuma inovação a ponto que se diga estarmos diante de um poeta da transgressão. Mas, veja bem, Anchieta preme seus versos daquilo que toda literatura não pode deixar de tocar: as questões as quais constitui o solo de atuação do artista. É muito fácil blablabear nos confins da própria linguagem, o difícil mesmo é fazer ver que essa linguagem nasce ideologicamente e cumpre, sim, um papel de redimensionamento das fronteiras do real (entendam real como o cotidiano). E isso, Anchieta faz bem.

  12. Anchieta Rolim 11 de Abril de 2012 17:37

    Pedro Fernandes, fico grato pela análise e comentário. Obrigado.

  13. Anchieta Rolim 12 de Abril de 2012 13:32

    Caro Jarbas Martins, creio que o poeta de Itanhaém a quem você se refere é o Pe. José de Anchieta Minha mãe colocou-me esse nome justamente para homenageá-lo . Li dois poemas de Rodrigo Garcia Lopes, “Quarto Escuro” e “Romance Policial”, achei muito bom. Obrigado pela dica.
    Um abraço!

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