Ronaldo e Lobão

Acabou o Festival de Pipa e não vi a oficina de Carrero. Programei-me ontem à tarde pra ir lá na escola onde estava ocorrendo, mas Ronaldo Correia chamou-me para uma conversa com Osair e Moacy, que participariam com ele da mesa da noite, a conversa se estendeu por mais de duas horas, quando cheguei na escola, não tinha mais ninguém. A verdade é que a conversa estava tão boa que preferi acompanhá-la, a oficina posso conhecer em outra ocasião, mas aquele papo será impossível reeditá-lo.

No encontro à tarde, Ronaldo, Osair e Moacy combinaram mais ou menos os rumos da mesa da noite. Acho que isso foi fundamental para o ótimo resultado da participação dos três. Na minha opinião, foi a melhor palestra do evento. Ronaldo defendeu enfaticamente que a literatura nordestina deve se libertar dos estereótipos, deixar o gueto onde foi metida, e criticou duramente o regionalismo.

A palestra de Correia foi depois da de Lobão, que lotou a tenda e lá de fora ouvi muitas palmas e um certo alvoroço. Preferi não assistir. Fiquei lá fora conversando com alguns amigos. Não me arrependi, soube que ele falou um monte de coisas, no estilo metralhadora giratória, contra tudo e todos, sem a consistência e embasamento necessários.

Leia a cobertura na CATORZE.

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