São-Seridó-Amado

Moxotó, camará, catingueira
Sustentam a vida
A chuva acorda a terra num
Odor de zimbro e chumbo
Meu sertão caritó
Serra Negra, Acari.
Caicó e Jardim do Seridó
Thomas- o filho – cronista
De homens-ferros,
Cachimbos, galegos
Judeus e Portugueses
A rede suspende a vida – letargia -morte
Meu avô morreu de cezão aos 33 anos
O bisavô mestre-escola
Minha avó dormia só uma madorna e
Faleceu de arteriosclerose.
Mamãe solidão
Vivendo estamos doendo
Não há fim para essa lembrança.
Engenho torto
Açúcar o sangue
Chouriço espécie
O sol a carne
Queijo de coalho e lingüiça
Fu-deu? Não, não foi Deus
Ninguém entende
Sefus gões
Quadrivium
Guerra – o Padre
Sant´anna; ensina
esse menino!

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Nina Rizzi 10 de maio de 2010 11:29

    joão, meu pai adorava chouriço. experimentei uma vez na infância e nunca mais, mas queijo de coalho é o que não falta por aqui.

    sim, um mundo à parte. beijos.

  2. João da Mata 10 de maio de 2010 7:05

    Nina Querida, a melhor carne do mundo

    O melhor doce do mundo : chouriço. Já comeu?

    e o queijo de coalho. Divino

    Uma civilização

    Sao-seridó-amado

  3. Nina Rizzi 9 de maio de 2010 22:01

    lindo seu texto, ágil que só. dá uma vontade na gente de se re-embrenhar por lá.

    uma versão publicável
    nina rizzi

    eu fui a caicó.

    eu não pulei pelada no poço de sant’ana
    e o carnaval de caicó.

    eu não comi a melhor carne de sol do mundo
    e a mulher do chico doido, em caicó.

    logo, preciso voltar a caicó.
    *

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo