Sapo

Tô aqui

Atrás da moita.

Quer me pesquisar?

Tô aqui, quanto me paga de mosquito?

Engulo mosca, você engole sapo.

No que somos diferentes?

Eu sou batráquio, e você é cobra!

Iguais, nos odiamos!

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 23 de setembro de 2014 22:31

    É isso aí… Escreveu e disse, mestre! “…Eu sou batráquio, e você é cobra!Iguais, nos odiamos!”

  2. Jarbas Martins 24 de setembro de 2014 10:28

    Humor, ironia, coloquialidade. Parabéns, poeta François. Manuel Bandeira (que bebeu no coloquialismo-irônico de Corbière,Laforgue e Heine) se deliciaria com o teu poema. Abração.

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