Segundo dia do Flipipa

Fernando Morais e Cassiano Arruda encerraram ontem a segunda noite do Flipipa

TC

O segundo dia do Flipipa foi melhor que o primeiro, todas as três mesas me agradaram. Destaques para as participações de Marcos Silva (sobre as cartas entre Mário e Cascudo), Davi Arrigucci Jr. (sobre Manuel Bandeira) e Fernando Morais (acerca de tudo).

A mesa de Morais foi a que atraiu mais gente, como ontem havia sido a de Arnaldo Antunes, o que me leva a crer que temas ou autores, digamos, pop, atraem mais pessoas.

Foi oportuna a fala de Arrigucci depois da de Marcos porque ele reforçou algumas colocações feitas pelo professor da USP sobre questões como “centro” e “periferia”. A fala de ambos convergiu na crítica a um suposto “centro” de produção intelectual, que colocaria, por exemplo, Mário de Andrade como “superior” a Cascudo.

Arrigucci, que fez uma explanação apaixonada sobre Bandeira, disse que via nas obras de Cascudo e Mário um esforço no sentido de “superação de localismos”.

Alguém da platéia perguntou a Arrigucci se havia proximidade entre Bandeira e Manoel de Barros. Ele detonou o poeta matogrossense, chamando-o de sub-Guimarães Rosa e kitsch.

A mesa de Morais teve uma parte bem previsível, com críticas pesadas à Veja, ao Capitalismo e defesas de Cuba, Venezuela, Fidel e Chávez. Melhorou quando falou de jornalismo literário e de sua vasta obra.

Abaixo algumas fotos repassadas pela organização do evento.

As últimas mesas dos dois primeiros dias lotaram a tenda

Arnaldo Antunes e Jarbas Martins

Miguel Sousa Tavares e Woden Madruga

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