Seleção Europeia Brasileira

Algo como um milhão por cento. Vinte Jogadores vai representar 200 milhões de pessoas de um país que vai parar. A UFRN com mais de 30 mil alunos não vai funcionar para receber a seleção dos EUA. Para receber quatro jogos da copa. O Navio Mexicano não pode entrar em Natal porque a ponte não deixa. As seleções não ficarão hospedadas em Natal.

O técnico da seleção Brasileira se comporta como um kaiser de um seleção Europeia.

A grande maioria da seleção do Felipão é do sudeste, joga na Europa e possui estatura alta.

O futebol é um grande negócio. Não existe amor pela camisa; existe o comércio, o dinheiro, etc. Lembro da célebre frase do dramaturgo Nelson Rodrigues – alguém que escreveu páginas antológicas sobre o futebol – “O Brasil é a pátria de chuteiras”. O cérebro de alguns jogadores está na chuteira. Vida breve de alguns poucos que recebem zilhões para chutar uma bola e dizerem asneiras. A seleção brasileira é formada na sua maioria por jogadores que vivem fora do Brasil e pouco conhecem do Brasil.

Futebol: Nem Arte nem Ciência

Aos poucos vai-se constituindo um arcabouço histórico-cultural do futebol. É verdade que o futebol pode alcançar aquilo que se aproxima da arte. Mas, futebol, não é arte e muito menos ciência. Embora possua elementos de ambos. No uniforme do jogador e na bola que rola existem componentes que refletem e incorporam um conhecimento científico. Na impossibilidade de se prever um resultado está embutido um componente probabilístico. São muitas as possibilidades que se oferecem num campo de futebol, a entropia aumenta quando aumentam essas possibilidades e o tamanho do campo.

Quando Roberto Carlos bate, com efeito, na borda da bola e ela faz aquela curva também é ciência. Embora ele não entenda nada de torque e momento angular. Muitos consomem ciência sem saber que estão praticando. O Futebol se tornou mais técnico e menos espetáculo. Joga-se para obter resultado. Estamos cada vez mais distante do futebol-arte de Garrincha. A velha máxima de Gerson ainda prevalece: jogo para me dar bem. Para obter vantagem. Pretender que o futebol seja arte, é demais.

O Futebol não possui aqueles elementos oníricos, simbólicos e eternos que constituem a verdadeira arte. Aqueles elementos de transcendência que fazem o homem se aproximar do criador. Na copa de 2006 acrescentamos mais uma ao folclore cultural do futebol. O técnico da seleção brasileira, teimoso e solitário, diz: – Ganhar é que é bonito. Será? Muitos ganham tanto de forma tão feia. Nem sempre o melhor ganha. O futebol é mesmo uma caixinha de surpresas, que está longe da verdadeira e honesta arte.

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