Sem medo do “créu”

Por Pedro Alexandre Sanches

Uma das maiores cantoras brasileiras, raramente classificada como tal, Alcione lança selo para acolher uma verve que ultrapassa o samba.

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 28 de julho de 2011 16:45

    Fabio:

    Falar com franqueza, acho que essas brigas e disputas entre artistas são normais, não levo tão a sério. Elis Regina tinha uma grande tensão com Nara Leão, que Caetano Veloso parece ter reaquecido no livro Verdade tropical. Não vejo pra que ficar comparando vozes que foram tão importantes, por motivos diferentes. A maior parte dessas brigas é mesmo disputa de egos, como ocorre com qualquer um de nós – mas quem é bom sobrevive, apesar das chatezas humanas.
    Como vc leu em meu comentário, considero a voz de Alcione rara, lamento o repertório meio meio. Enfim, Tim Maia arrasava cantando “Eu e vc, vc e eu”… Cantor bom é por aí. E Alcione andou anunciando mudanças de repertórios, aguardemos.

  2. Fabio 28 de julho de 2011 13:27

    Não, Marcos. A história é com outra sambista. Uma que carrega uma vara de condão e se diz madrinha de meio mundo.

    Com a Marrom a história é outra. Até porque Alcione já homenageou Elis em mais de uma oportunidade em seus shows. A regravação de “Sentimental eu fico” de Renato Teixeira em um cd da Marrom também foi uma homenagem, já que no seu show ela cantava essa música com uma foto da Elis projetada ao fundo.

    Abraço.

  3. nina rizzi 15 de maio de 2011 12:38

    Numa ocasião o produtor musical Adelzon Alves me contou que Alcione é a única – ÚNICA, cantora brasileira cuja voz é verdadeiramente real, quer dizer, que não usa nenhum artifício eletrônico de voz em suas gravações.

    Aqui no Ceará ela é quase cultuada. Uma diva, sem dúvidas.

  4. Marcos Silva 15 de maio de 2011 11:45

    Alcione tem uma rara voz instrumental. Parece instrumento de sopro bem tocado. Pro meu gosto, o repertório seria outro. Mas a voz é ótima. Afinação de Ângela, ritmo de Elza. Grava Nelson Cavaquinho, Alça! Grava Tom Zé! (será que já não gravou? ela gravou tanto na vida!).
    Boataram que “Eu, hein, Rosa?”, gravada por Elis, era resposta debochada a supostas críticas que Alcione lhe dirigira. Se for, a música é deliciosa, funciona mais como homenagem ao samba bem humorado que como briga.

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