Sense of Humor and carnival

Para dar uma aliviada na discussão e no tiroteio lampiônico desses últimos dias, venho sugerir a leitura de uma obra deliciosa sobre a qual estou me debruçando no momento. Chama-se O Leitor Apaixonado – Prazeres à luz do abajur, de Ruy Castro.

Ruy é, para mim, um dos melhores textos da atualidade. Leve, suave, com fortes doses de bom humor… Fico de bem com a vida quando leio o cara, principalmente tomando um bom chileno com elevada quantidade de taninos e resveratrol (afinal de contas, a terceira idade está me chegando e preciso cuidar do meu “comboio de cordas”. Vocês sabiam que os povos mediterrâneos têm alta longevidade em função da dieta à base de vinho e azeite?).

E tem mais: Ruy só fala de coisas das quais gosto, como Jazz, Bossa Nova, Cinema, Rio de Janeiro, livros e leitura, mulher bonita, dentre outras maravilhas.

Vai aí embaixo o pequeno texto que recolhi, com a finalidade de acalmar os ânimos (e acho até que já dá pra mudar a discussão para outros temas da arte e da cultura, caso queiram). O trecho calha bem em época de carnatais e micaretas e sua estética (rsrsrsrsrsrs) que, certamente, será estudada pelos doutos:

“Em alguns de seus melhores momentos,  a literatura deveria ter um pezinho no Carnaval – para contrabalançar a tendência dos escritores a se levarem excessivamente a sério”.

(…)

E Ruy, o Castro, continua:

“Por mais cultos e empertigados que fossem alguns dos modernistas, havia um clima de alegre agressividade em suas intenções, não muito diferente do Carnaval.”

As palavras acima estão no capítulo “Filhos e netos de 1922”.

Viva Ruy!

Viva o debate sem balas!

Cessar fogo, amigos (ou não) do SPlural! E, como diria, aos berros, aquela maluca seguidora de Enéas, candidata neste ano em São Paulo: “Paaaaaaz na famíliaaaa!”

Pra completar, com a permissão generosa de Monteiro, vai aí um trecho de Noite dos Mascarados, do grande Chico, cantor, compositor e escritor premiado:

Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar
Deixa o barco correr
Deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira
Que você me quer
O que você pedir, eu lhe dou
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser

Tem, ou não, pertinência com o SPlural?

p.s. 1. Acho que este post combina, caro Tácito, com uma fotozinha de Carmen Miranda (biografada por Ruy Castro). Se você quiser, claro;

p.s. 2. Falando sério: eu estava, havia seis meses, sem escrever por estas bandas de cá e com uma saudade imensa desse caos e desse tumulto “organizado”.  Às vezes a gente fica puto, chateado que só, mas passa…É só “descansar” mais uns meses…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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